Dizer que na Fórmula 1 tudo muda muito rápido já virou um grande chavão. Tanto que a expressão é utilizada inclusive por chefes de equipe, projetistas e pilotos para evitar aqueles discursos de ‘já ganhou’, em meio àquelas fases nas quais tudo dá certo. Chavões à parte, é inegável que tal afirmativa é absolutamente verdadeira, ainda mais se a coisa for olhada em perspectiva. As diferenças em relação à última visita da categoria a Hockenheim dão uma boa dimensão disso.
Por causa da transferência do GP da Europa para solo espanhol, em 2008, a pista que recebe neste domingo o GP da Alemanha tem, desde então, revezado a honra de sediar a corrida local com Nürburgring. Sendo assim, a última vez que a Fórmula 1 armou seu circo em Hockenheim foi em julho de 2008, quando o grid era bem diferente do atual e um dos maiores escândalos recentes da categoria ainda não havia eclodido.
Para se ter uma ideia de como as coisas mudaram de lá para cá, dos vinte pilotos que alinharam no GP da Alemanha de 2008, sete não estão mais na Fórmula 1: Giancarlo Fisichella, Kazuki Nakajima, David Coulthard, Sébastien Bourdais, Kimi Raikkonen, Nick Heidfeld e Nelsinho Piquet. O brasileiro, inclusive, conquistou naquela corrida seu único pódio na categoria, graças, em parte, a uma entrada oportuna do safety car, justamente na volta em que estava fazendo seu único pit stop na corrida.

Reza a lenda que foi este episódio ocorrido ao acaso que acendeu nas mentes impuras dos dirigentes da Renault o plano maquiavélico de mandar Nelsinho bater no muro de propósito cinco corridas depois, em Cingapura, para favorecer o companheiro Fernando Alonso – que, por sinal, venceu aquela corrida. O acidente suspeito foi investigado pela FIA, a armação enfim veio a público e Piquet precisou, assim como Pat Symonds e Flavio Briatore, que dirigiam a equipe, sair pela porta dos fundos.
Mas não foi esta a única mudança vivida nos paddocks nos últimos dois anos. Uma crise financeira mundial afastou três times (Honda, BMW e Toyota), enquanto outro, chamado Brawn, surgiu, foi campeão e depois desapareceu para virar Mercedes – equipe que se reintegrou à categoria junto com as novatas Lotus, Hispania e Virgin. Todas com carros bem diferentes daqueles que competiam em 2008, cheios de penduricalhos aerodinâmicos e pneus raiados. Dois anos em que nove pilotos estrearam, três venceram pela primeira vez e nos quais conhecemos dois campeões inéditos, com a possibilidade de um terceiro em sequência.
Como foi dito anteriormente, neste domingo a categoria máxima do automobilismo volta a Hockenheim. E aí eu te pergunto: é ou não verdade que tudo muda muito rápido na Fórmula 1?
De volta a Hockenheim, na velocidade da Fórmula 1
Dizer que na Fórmula 1 tudo muda muito rápido já virou um grande chavão. Tanto que a expressão é utilizada inclusive por chefes de equipe, projetistas e pilotos para evitar aqueles discursos de ‘já ganhou’, em meio àquelas fases nas quais tudo dá certo. Chavões à parte, é inegável que tal afirmativa é absolutamente verdadeira, ainda mais se a coisa for olhada em perspectiva. As diferenças em relação à última visita da categoria a Hockenheim dão uma boa dimensão disso.
Por causa da transferência do GP da Europa para solo espanhol, em 2008, a pista que recebe neste domingo o GP da Alemanha tem, desde então, revezado a honra de sediar a corrida local com Nürburgring. Sendo assim, a última vez que a Fórmula 1 armou seu circo em Hockenheim foi em julho de 2008, quando o grid era bem diferente do atual e um dos maiores escândalos recentes da categoria ainda não havia eclodido.
Para se ter uma ideia de como as coisas mudaram de lá para cá, dos vinte pilotos que alinharam no GP da Alemanha de 2008, sete não estão mais na Fórmula 1: Giancarlo Fisichella, Kazuki Nakajima, David Coulthard, Sébastien Bourdais, Kimi Raikkonen, Nick Heidfeld e Nelsinho Piquet. O brasileiro, inclusive, conquistou naquela corrida seu único pódio na categoria, graças, em parte, a uma entrada oportuna do safety car, justamente na volta em que estava fazendo seu único pit stop na corrida.
Reza a lenda que foi este episódio ocorrido ao acaso que acendeu nas mentes impuras dos dirigentes da Renault o plano maquiavélico de mandar Nelsinho bater no muro de propósito cinco corridas depois, em Cingapura, para favorecer o companheiro Fernando Alonso – que, por sinal, venceu aquela corrida. O acidente suspeito foi investigado pela FIA, a armação enfim veio a público e Piquet precisou, assim como Pat Symonds e Flavio Briatore, que dirigiam a equipe, sair pela porta dos fundos.
Mas não foi esta a única mudança vivida nos paddocks nos últimos dois anos. Uma crise financeira mundial afastou três times (Honda, BMW e Toyota), enquanto outro, chamado Brawn, surgiu, foi campeão e depois desapareceu para virar Mercedes – equipe que se reintegrou à categoria junto com as novatas Lotus, Hispania e Virgin. Todas com carros bem diferentes daqueles que competiam em 2008, cheios de penduricalhos aerodinâmicos e pneus raiados. Dois anos em que nove pilotos estrearam, três venceram pela primeira vez e nos quais conhecemos dois campeões inéditos, com a possibilidade de um terceiro em sequência.
Como foi dito anteriormente, neste domingo a categoria máxima do automobilismo volta a Hockenheim. E aí eu te pergunto: é ou não verdade que tudo muda muito rápido na Fórmula 1?