1 de maio de 2012Crônica Motor

A Indy como ela é

Um dia depois da etapa brasileira da Fórmula Indy, uma das coisas que mais li nas redes sociais foi que a categoria é mais legal porque é mais aberta, mais acessível, mais humana, mais isso, mais aquilo. Que as corridas são bacanas porque o cara bate, roda, é rebocado, aproveita a bandeira amarela e logo está lá brigando de novo. Que é diferente das demais porque há mulheres, há quarentões, há corridas de rua e, oba!, tudo bem perto do público. Porque as equipes são mais simples, portanto é preciso menos grana para correr, menos grana para assistir, puxa daqui, puxa dali, enfim: tudo é uma maravilha. É a partir daí que concluo, sem pudores, que a Indy é legal porque é tosca.

Sem desmerecer os propósitos e o posicionamento de mercado da categoria, na verdade é basicamente isso mesmo. E quase sempre foi assim. Nas internas, os norte-americanos e os green-cards se orgulham de não haver naquele ambiente o nariz empinado característico da Fórmula 1 – muito embora o sucesso já tenha subido à cabeça de alguns, e também de nem todos os pilotos e chefes de equipe serem exemplos de simpatia. Mas isso faz parte, existe em todo lugar. O problema é que, dentro do entendimento coletivo de que é preciso ser tosco para ser popular, algumas vezes a coisa ultrapassa certos limites, necessários e sadios para o próprio crescimento (ou renascimento) da categoria.

O lance de haver gente brotando de todos os lados – perto dos carros, dos pits, das garagens e seja mais onde for – é um bom exemplo. Pode ser uma experiência muito bacana para quem assiste (mesmo que este direito não seja extensivo a “todo mundo”, como se propaga por aí), mas atrapalha quem está ali trabalhando. De membros das equipes a pilotos, de médicos a fiscais de pista. E, claro, aos jornalistas. Que muitas vezes não conseguem uma palavra sequer do piloto porque ele é abordado por uma multidão de curiosos entre um deslocamento e outro e percebe, entre fotos e autógrafos, que parar para responder alguma coisa é o mesmo que jogar lenha numa fogueira acesa sob seus próprios pés. Quem somos nós para criticá-lo por isso?

Ainda falando em jornalistas, vale ressaltar que as entrevistas coletivas da Indy, pelo menos no Brasil, são um caso à parte. Se por um lado a sala de imprensa teve diversos pontos positivos – como internet gratuita de qualidade, almoço e mais rigidez no controle de entrada e saída de equipamentos –, por outro deu espaço a muita gente que dá um caráter duvidoso ao papel do profissional de imprensa. Foram credenciadas pessoas que, numa análise fria e impessoal, não deveriam estar ali, por melhores que fossem suas intenções ou por mais simpáticas que fossem com os demais. Não é este o ponto, mas sim uma questão de compreensão da coisa em larga escala. Sala de imprensa cheia é uma coisa. Cobertura ampla e qualificada é outra.

Em meio aos repórteres que estavam ali obedecendo a pautas, chefes, prazos e critérios editoriais, havia uma fauna diversificada, que ia de fãs deslumbrados a veteranos diplomados, porém sem qualquer preparo para uma cobertura automobilística. Gente que fazia perguntas vergonhosas, causando constrangimento aos pilotos e aos organizadores. Gente que passeava pelas garagens filmando e fotografando material que não saiu e não sairá em veículo algum. Gente que, mesmo sem intenção alguma de prejudicar, acaba por interromper, atrasar ou inibir a captação de matéria-prima para as reportagens que efetivamente divulgam a categoria, que a explicam para o público que dará audiência, que consumirá os produtos dos patrocinadores. E não importa, aqui, se o repórter vem de um grande portal ou de um site especializado, se é de um jornal de grande circulação ou de uma revista de distribuição dirigida. Para exercer a função jornalística, é preciso saber se portar.

Dentro de sua tosqueira programada, a Indy sabe bem o que quer. Tanto que o tetracampeão Dario Franchitti rechaçou, numa das entrevistas coletivas, qualquer apoio dele a uma nova internacionalização da categoria. Disse que o tripé público-patrocinadores-mídia se concentra no continente americano e que é por lá que eles têm que ficar se quiserem resgatar a popularidade e os bons momentos de outrora. E que é preciso manter a união, tal como fez a Nascar, para voltar aos dias de glória. No melhor esquema “nós é pobre, mas é limpinho”.

A corrida foi boa, o astral é legal, e em momento algum o staff – gringo ou nacional – deixou de ser prestativo. Mas há um limite para tudo, e nem é tão difícil resolver o que deu (ou vem dando) errado. A pista tem muitas ondulações? Dá para nivelar, com um pouco de boa vontade e competência dos órgãos públicos envolvidos. A champagne do pódio não abriu e os pilotos pagaram mico ao vivo? Deixem as garrafas semi-abertas no ano que vem. A emissora que transmite não consegue se entender com as 48 câmeras espalhadas pela pista? Basta contratar alguém que saiba lidar com isso. E para os que acham que a pista está montada em local nada aprazível visualmente para um circuito de rua, este é o menor dos problemas. Lembre-se que logisticamente é uma ótima escolha, já que os estrangeiros ficam hospedados literalmente dentro do traçado e estão a poucos minutos do aeroporto internacional. A etapa brasileira da Indy tem como melhorar, cada vez mais, sem perder a essência da categoria. Porque ser tosco nem sempre significa ser ruim.

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21 de março de 2012Tela Tubo

S de Saudade

Falando ainda sobre o 52º aniversário de nascimento do tricampeão mundial Ayrton Senna, recebo do pessoal do IAS (instituto que leva o nome dele) um vídeo com um depoimento da italiana Maria Grazia. A advogada conheceu Ayrton há 20 anos, durante um treino particular da McLaren em Monza, e depois disso começou a desenvolver uma ligação com o piloto. Após a morte de Ayrton, ela passou a se dedicar a projetos sociais para ajudar na educação de crianças brasileiras. Durante sua visita ao Instituto, ela relembrou seus momentos na torcida pelo piloto. Saiba mais sobre a história da Maria Grazia nesta matéria especial do GLOBOESPORTE.COM.

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21 de março de 2012Pit Stop

Senna e a criançada

Hoje, 21 de março de 2012, Ayrton Senna faria 52 anos. Tricampeão Mundial de Fórmula 1, rei da chuva, rei das poles, em suma: um piloto que dispensa comentários e que ainda é referência para as novas gerações. Mas que teve este papel, especialmente, para a turminha que começou a correr de kart no início dos anos 1990 e que hoje mostra seu talento em grandes categorias, no Brasil e no exterior. Muitos deles, quando crianças, tiveram a chance de tirar fotos com o ídolo. Você sabe dizer quem é quem? Abaixo de cada foto, há uma dica, para facilitar.

Este é o mais fácil de adivinhar. Não só pelo ambiente descontraído no qual a foto foi tirada, mas por muita gente lembrar dele com esta idade. Moleza!

Este ainda dava os primeiros passos no kart, modalidade da qual se tornou um dos maiores campeões de todos os tempos no Brasil. Está a mesma cara, não mudou nada!

Este é bem fácil. Virou fera nos caros de turismo.

Este aí de macacão azul e amarelo corre no Brasil e é conhecido por um apelido engraçado.

E que marra receber um troféu das mãos do homem, hein? Depois disso, este menino de sorriso aberto já ganhou muitas taças fora do Brasil, inclusive de campeão em uma importante categoria.

Já este baixinho aí saiu do kart, fez uma bela carreira internacional e hoje é campeão de uma das principais categorias do Brasil.

E ai? Palpites?

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19 de março de 2012Tela Tubo

P.O.R.S.C.H.E. (2)

 

A aventura da Porsche GT3 Cup Brasil em terras portuguesas rendeu também um vídeo produzido pela turma da produtora Motores Velozes. O filminho mostra os bastidores do registro das belas imagens que você viu neste outro post. Eis um começo de temporada de respeito!

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19 de março de 2012Crônica Motor

Sir Rubens

Dizem que brasileiro não gosta de esporte, gosta é de ver vitórias, seja qual for o esporte. Não que seja ruim ter o máximo como referência, pelo contrário. Só que isso cria algumas distorções que vão se acumulando, multiplicando, e acabam por transformar determinados atletas em “derrotados” diante de parte do público que não acompanha as nuances de cada modalidade. Aconteceu com craques que não ganharam a Copa, assim como aconteceu com esportistas de diversas áreas, especialmente na era das transmissões televisivas. Mas é bem provável que o caso mais emblemático de todos os tempos seja o de Rubens Barrichello.

Muitos creditam a imagem relativizada de Rubinho perante o torcedor comum ao fato de que ele chegou à Fórmula 1 após uma sequência de oito título mundiais em 20 anos, conquistados por Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna. Três pilotos fora-de-série que acostumaram mal, muito mal, a audiência das manhãs e madrugadas de domingo. Não bastasse haver duas ou três gerações criadas com a informação subconsciente de que ter um brasileiro campeão da F-1 era “normal”, veio a perda de Senna. E Rubens, aos 22 anos, ainda em fase de aprendizado e com um carro apenas mediano em mãos, virou o centro das atenções. Foi quando algo se perdeu no caminho.

Aquela era apenas a segunda temporada de um piloto que permaneceria por 19 anos na principal categoria do automobilismo mundial. Que bateria o recorde de participações, de temporadas disputadas, que viveria altos e baixos, sendo dado por acabado em pelo menos duas ocasiões, para em seguida voltar a frequentar pódios e a vencer corridas. E Rubens venceu não apenas uma vez, mas 11 vezes. Destes 19 anos, é bom lembrar, foram apenas seis, no máximo oito, as oportunidades em que teve um carro com potencial de brigar por vitórias. E em praticamente todas estas vezes, a prioridade da equipe estava no cockpit ao lado. Não apenas em termos de tratamento, de escolhas de estratégias, mas também na concepção do modelo, feito “sob medida” para o companheiro mais badalado. Ainda assim, as vitórias vieram. Inclusive na sua 17ª temporada, quando disputou, aos 37 anos, o título mundial.

Ah, o título mundial. Será que houve, de fato, alguma chance deste paulistano de origem italiana brigar de igual para igual pelo campeonato neste tempo todo? Provavelmente não. Mas é o título, o primeiro lugar, ser o melhor dos melhores, o que importa para o torcedor brasileiro. Rubens passou perto. Foi duas vezes vice e uma vez terceiro, naquela que talvez tenha sido sua maior chance de ganhar, de fato, o campeonato. Mas ficou no quase. O título nunca veio, a idade chegou, e mesmo ainda veloz, a fila andou para que ele desse lugar a outro brasileiro, mais jovem e com uma carteira de patrocínios mais polpuda. Para contar sua história, havia ainda as 14 poles, os 68 pódios, as 854 voltas lideradas, mas não havia o título. Um pecado capital para alguém que nasceu no Brasil.

Para se ter uma ideia, a Grã-Bretanha, berço do automobilismo, já conquistou mais de 200 vitórias e tem mais de uma dezena de campeões mundiais em todas as épocas nestes 60 e poucos anos de Fórmula 1. Mas pergunte, lá na terra da Rainha, qual o inglês mais venerado entre os que correram na categoria. Há grandes chances de te falarem sobre um tal de Stirling Moss, hoje um senhor de idade avançada, que não se cansa de receber homenagens. Uma delas foi a condecoração máxima do império britânico. Stirling Moss é Sir Stirling Moss. E sabe quantos títulos ele ganhou? Nenhum. Competindo na década de 1950, época do argentino Juan Manuel Fangio, ele foi vice por quatro vezes. E passou a ser conhecido, em seu país, como “o campeão sem título”.

Rubens Barrichello é respeitado no exterior. Sua reputação junto à ácida imprensa inglesa é das melhores, apesar das muitas oportunidades em que teve que ceder – por conta de um contrato que ele próprio assinou, diga-se – carros, set-ups e até posições, vitórias, a um alemão que ganhou um punhado de títulos enquanto teve o brasileiro como companheiro. Rubens é uma vítima? Sim, das suas escolhas. Mas o “se” não é um elemento bem-vindo no esporte, e a carreira que construiu no automobilismo, apesar dos pesares, é vitoriosa, sim. Quem achar o contrário, é só procurar pelos diversos contemporâneos, brasileiros ou não, que chegaram à F-1 e não duraram nem para contar história.

Neste domingo, Rubens Barrichello, o Stirling Moss brasileiro, vai dar um novo passo em sua carreira. Prestes a completar 40 anos, vai iniciar a temporada da Fórmula Indy numa equipe média, ao lado do amigo-irmão Tony Kanaan. Apesar do equipamento limitado e da completa inexperiência em circuitos ovais, muitos analistas já o credenciaram como candidato natural ao título. Algo que Nigel Mansell, inglês como Moss, conseguiu há 20 anos, quando trocou a F-1 pela Indy. Se ele terá sucesso na nova empreitada, só o tempo dirá. Mas que esta experiência sirva, ao menos, para que os brasileiros entendam, enfim, o real valor de Barrichello.

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18 de março de 2012Crônica Motor

Os bons de bico

Seis campeões na pista, a volta de Kimi Raikkonen, a ausência de Rubens Barrichello, dois estreantes no grid e muitas perguntas sobre uma provável mudança na relação de forças da categoria. Na abertura do Mundial 2012, a Fórmula 1 se mostrou mais uma vez surpreendente, capaz de tomar novo fôlego após um período de domínio de apenas uma equipe. Mas a vitória de Jenson Button no GP da Austrália, seguido por Sebastian Vettel e Lewis Hamilton – três campeões mundiais no pódio – mostrou que, apesar das certezas sobre a competência de Button e o de um ano difícil para os brasileiros, ainda é cedo para fazer previsões. Pelo menos em se tratando de um campeonato que promete emoções variadas ao longo do ano.

O primeiro destaque de 2012 foi o bom desempenho da McLaren. Equipe que sempre andou bem na pista de Melbourne, é verdade, mas que chamou a atenção com uma dobradinha no treino classificatório, a melhor volta da prova e uma quase dobradinha na corrida (sendo que o terceiro lugar de Hamilton foi mais fruto das circunstâncias do que mérito da concorrência). O domínio de um time que foi na contramão do que os rivais vinham fazendo e não adotou o horrendo degrau no bico por já ter um carro mais baixo, uma evolução dos antecessores. Sem sustos, Button tomou a primeira posição do companheiro e rumou para sua 13ª vitórias na carreira.

Enquanto a McLaren iniciou a temporada tentando provar que o único nariz com degrau que deu certo na F-1 foi o Alain Prost, a RBR viveu uma corrida atípica para quem faturou 27 vitórias nos últimas três temporadas. Bicampeão mundial aos 24 anos, Sebastian Vettel já mostrou que é maduro o suficiente para fazer uma prova inteligente, na qual ganhe pontos que serão úteis lá no fim do campeonato. Ciscando daqui e dali, o alemão ainda conseguiu superar Hamilton no momento da entrada do safety car (causado pelo abandono de Vitaly Petrov junto ao muro dos boxes) e terminou na segunda posição. Manobra que, somada à vitória de Button, fez com que o campeão de 2008 subisse ao pódio emburrado. Se F-1 desse medalha em vez de troféu, Hamilton faria aquele papel ridículo do atleta que recebe a sua e logo tira do pescoço.

Os brasileiros tiveram uma corrida para esquecer e um começo de ano para preocupar. Num fim de semana cheio de problemas, os dois literalmente se engancharam numa disputa pelo 13º lugar no terço final da prova. Enquanto isso, lá na frente, a outra Ferrari e a outra Williams brigavam pelo quinto posto. Para Felipe Massa, a boa prova de Fernando Alonso, carregando um piano vermelho da 12ª até a quinta posição, torna ainda mais difícil sua tarefa de terminar o Mundial à frente do espanhol. Aliás, se mantiver o padrão deste GP da Austrália ao longo de 2012, a Ferrari reviverá os tempos de Alesi-Capelli, 20 anos depois.

Já para Bruno Senna, que foi atingido por uma STR ainda na largada e teve sua prova comprometida, o desempenho de Pastor Maldonado pode ser considerado surpreendente, mas é bom abrir o olho com o venezuelano, agora em seu segundo ano na categoria. Pastor largou em oitavo, deu calor em Schumacher e Alonso e só não faturou uma ótima sexta posição porque errou na metade da última volta, quando estava em vias de ultrapassar a Ferrari do bicampeão mundial. No fim, a conclusão inevitável: quem assistiu ao GP da Austrália ficou com a impressão de que a McLaren é o carro a ser batido. Provavelmente, Maldonado pensa isso da Williams: deu uma senhora panca com o carro azul e branco nos muros do Albert Park.

Confira o resultado final do GP da Austrália, em Melbourne (307,574 quilômetros):

1 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – 58 voltas em 1h34m09s565
2 – Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) – a 2.139
3 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – a 4.075
4 – Mark Webber (AUS/RBR-Renault) – a 4.547
5 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – a 21.565
6 – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – a 36.766
7 – Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) – a 38.014
8 – Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) – a 39.458
9 – Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) – a 39.556
10 – Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – a 39.737
11 – Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) – a 39.848
12 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – a 57.642
13 – Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – a 1 volta
14 – Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) – a 1 volta
15 – Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) – a 2 voltas

Não completaram:

Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) – a 4 voltas / abandono
Felipe Massa (BRA/Ferrari) – a 11 voltas / abandono

Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) – a 16 voltas / abandono
Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) – a 21 voltas / mecânico
Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – a 47 voltas / câmbio
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) – a 56 voltas / acidente
Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) – a 57 voltas / acidente
Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) – não participou/fora do limite de 107%
Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) – não participou/fora do limite de 107%

Melhor volta: Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – 1m29s187, 56ª volta

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18 de março de 2012Anúncios Velozes

Anúncios velozes: GP da Austrália 1985

Após quase três décadas no calendário da Fórmula 1, o GP da Austrália já é um dos mais tradicionais do campeonato. Desde 1996 ele é realizado no início da temporada, no traçado montado no Albert Park, em Melbourne. Porém, entre 1985 e 1995, a prova australiana encerrava o ano nas ruas de Adelaide – e sempre foi um sucesso de público. No entanto, para convocar a população local a comparecer à primeira edição, os organizadores fizeram um filme publicitário (com imagens de Brands Hatch, diga-se) chamando todos para assistir à corrida.

Todos os domingos o Fórmula Grün publica peças publicitárias dedicadas ou relacionadas ao esporte a motor, seja em formato impresso, em áudio ou vídeo. Caso tenha alguma sugestão que queira ver publicada neste espaço, envie o material em anexo ou em link para alex@formulagrun.com.br. 

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15 de março de 2012Pit Stop

P.O.R.S.C.H.E.

A Porsche GT3 Cup Brasil é o maior campeonato da marca alemã em todo o mundo. O trabalho coordenado pelo preparador e promotor Denner Pires deu tão certo por estas bandas que o campeonato destinado a “gentlemen drivers” ganhou o mundo. Continuou sendo um torneio nacional, mas ampliou suas fronteiras com duas etapas em Portugal. A iniciativa, executada com sucesso em 2011, tornou a ser posta em prática neste ano. Tanto que a catefogoria abrirá seu campeonato neste fim de semana no circuito do Estoril, emendando com uma rodada no novo autódromo do Algarve logo na semana seguinte.

Para celebrar este sucesso, uma criativa ação promocional foi realizada na reta principal da pista que já recebeu 13 GPs de Fórmula 1 entre 1984 e 1996. Nada menos que 48 carros inscitos na competição reproduziram, posicionados em formação, o nome da montadora. A bela pista e as montanhas da região ao fundo ajudaram a compor uma sequência de imagens sensacionais, clicadas pelas lentes do craque Luca Bassani.

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8 de março de 2012Pit Stop

Nova bolha, nova tinta, nova cara

A Stock Car encerrou nesta quinta-feira o segundo dia dos treinos coletivos de pré-temporada no autódromo de Pinhais, na grande Curitiba. O destaque dos testes, além das melhores voltas de Átila Abreu e Ricardo Maurício nas duas sessões, foi a nova bolha da Chevrolet, que a partir deste ano troca a identidade do Vectra pela carinha do Sonic, praticamente um desconhecido do consumidor brasileiro. O modelo ficou ainda mais legal com a pintura dourada da equipe RC, que trocou o tradicional amarelo por causa do aniversário de 40 anos de seu principal patrocinador.

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7 de março de 2012Tela Tubo

Amor pela vida

Não importa se você gosta ou não de automobilismo. Apenas assista a este vídeo. Ele  dá uma boa dimensão do que é viver uma relação de amor com aquilo que te faz feliz. Obra prima do Antti Kalhola.

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5 de março de 2012Tela Tubo

Inspiração do vazio

O videomaker Chris Butcher criou esta animação bem legal chamada ‘inspiração do vazio’, que mostra algumas latinhas de energético se reciclando para produzir algo muito legal. Este vídeo em stop-motion  – sobre o qual ele fala nesta entrevista muito bacana – ganhou um prêmio patrocinado pela companhia que também é dona da equipe RBR na Fórmula 1. Assista!

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1 de março de 2012Autoteca

Livros velozes: Coleção Motocicleta

Dois anos depois de lançar o livro ‘Motocicleta – a evolução das máquinas que conquistaram o mundo”, a editora Alaúde retorna ao tema com uma versão diferente da obra de Fausto Macieira. A edição de 272 páginas publicada em 2009 foi transformada em uma série de dez fascículos quinzenais, acomodados posteriormente em uma capa dura que também é disponibilizada ao consumidor em livrarias e bancas de revistas. O diferencial para quem coleciona os fascículos em vez de adquirir o livro é que cada um vem com uma miniatura de um modelo clássico da Harley-Davidson, a mais tradicional montadora de motos premium do planeta.

O conteúdo, com mais de 600 imagens, é basicamente o mesmo da obra original. E mostra a história e as curiosidades deste meio de transporte – e, claro, veículo de competição – que transformou a forma da humanidade se locomover. Partindo das raízes da motorização, passa-se pelos tempos difíceis das guerras, pelas inovações tecnológicas, a consolidação de grandes marcas, a expansão dos fabricantes japoneses, até o desenvolvimento do mercado brasileiro. A resenha da obra foi publicada aqui na série Autoteca no início de 2010, incluindo uma entrevista exclusiva com o autor. Para ler, é só clicar aqui.

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27 de fevereiro de 2012Crônica Motor

Questão de tempo

Neste fim de semana, enquanto muita gente comentava os resultados da segunda leva de testes coletivos da Fórmula 1 na pré-temporada espanhola, a Indy também voltou à ativa com seus pilotos e equipes. Para, entre outras coisas, avaliar o desempenho e buscar um acerto mais fino do novo chassi DW12, adotado a partir deste ano pela categoria. E quem estava entre os bravos homens que vestiram seus macacões e capacetes em Sonoma? Rubens Barrichello, o mesmo que havia guiado um carro da equipe KV em Sebring, algumas semanas antes, com o pretexto de ajudar o amigo Tony Kanaan na interpretação das reações do novo carro. Rubinho fechou o terceiro dia de treinos como o mais rápido da sessão.

Ao que tudo indica, a coisa ficou mais séria. Além da vontade de disputar o campeonato da categoria norte-americana, Rubens pode ter recebido o sinal positivo da equipe de que a chegada dos investidores e do staff que daria a ele condições de andar entre os primeiros colocados está mais próximo. Sendo assim, ver Barrichello na Indy é uma hipótese cada vez mais provável. No teste deste fim de semana, Rubens andou com o carro já pintado, mesmo em cores provisórias, e com alguns patrocinadores do time bem visíveis.

O resultado das voltas cronometradas não foi dos melhores entre os que treinaram nestes dois dias. Porém, neste momento, o desempenho deve ser a última coisa que o dono do time, Jimmy Vasser, e o presidente da Indycar, Randy Bernard, querem checar. Ter o recordista de participações da F-1 guiando motivado e em plena forma na Indy será, para eles, o melhor negócio do mundo. O anúnciodeve sair na quinta-feira, quando Rubens dará uma entrevista coletiva para anunciar seu futuro.

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23 de fevereiro de 2012Crônica

Gênios criativos, diferentes gerações

Após o título da Unidos da Tijuca no Desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial do Carnaval 2012, li muitos elogios ao carnavalesco Paulo Barros, responsável pela nova linguagem e por grande parte das surpresas apresentadas na Sapucaí nos últimos anos. Mas o que me chamou atenção foi o grande número de comparações com o mestre Joãosinho Trinta, falecido recentemente, que mexeu com a forma de se fazer Carnaval nos anos setenta e oitenta. Não vejo da mesma forma, e aproveito para fazer uma analogia com os gênios da engenharia que revolucionaram a Fórmula 1. Em ambos os casos, são épocas e contextos diferentes, e é preciso que isso sempre seja lembrado.

Colin Chapman, o fundador da Lotus: o homem que virou lenda na história da Fórmula 1

Considero que Joãosinho Trinta foi o Colin Chapman do Carnaval. Um gênio intuitivo, que ousou, experimentou e transformou conceitos, estabelecendo uma nova forma de se enxergar as coisas. Assim como o fundador da Lotus, que implantou os aerofólios, testou novos materiais e soube interpretar regulamentos à sua maneira, num momento em que o dinheiro começava a falar mais alto que a pureza dos entusiastas. Em um cenário parecido, Joãosinho mesclou luxo e lixo, ousou nas cores, despiu, fantasiou. E o Carnaval virou, então, um espetáculo internacionalmente reconhecido.

Já Paulo Barros é o Adrian Newey, o engenheiro que a partir da década de noventa desenvolveu projetos vitoriosos na Williams, na McLaren e que atualmente está brincando e siga-o-chefe na RBR. Logo em seus primeiros projetos, o discreto inglês inovou, demonstrando preocupação com os detalhes e mostrando um caminho que levou a Fórmula 1 a se tornar escrava de um elemento paralelo, a aerodinâmica. Da mesma forma, Paulo Barros levou novos conceitos à Avenida. Além da percepção refinada com alegorias, aperfeiçoou as apresentações emplacando alas e carros coreografados, no melhor estilo ‘Broadway’. O que obrigou os rivais a surpreender e inovar para não cair no lugar comum.

Da mesma forma que a Fórmula 1 precisou criar uma comissão para restringir o avanço aerodinâmico, que estava prejudicando as ultrapassagens, é possível que em um futuro próximo a Liga das escolas de Samba precise se reinventar pra voltar às raízes e não deixar o samba em segundo plano. Pois Carnaval, assim como nas corridas, não se ganha apenas com boa vontade. Mas, se perder sua essência, pode virar somente um negócio milionário.

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19 de fevereiro de 2012Anúncios Velozes

Anúncios velozes: Peugeot 405, 1995

No começo de 1995, a primeira temporada completa da Fórmula 1 sem Ayrton Senna, as esperanças da torcida brasileira recaíram sobre o jovem e promissor Rubens Barrichello, que iniciava na ocasião apenas o seu terceiro ano na categoria. Mesmo em uma equipe média, a Jordan, o piloto de 22 anos tinha a expectativa de conquistar bons resultados com um carro que, apesar do orçamento limitado, havia feito boas apresentações em 1994. Um cenário que se desenhava favorável, especialmente com a chegada da Peugeot como fornecedora de motores. Após muitas quebras, a união entre o time irlandês e a montadora francesa acabou não gerando os frutos desejados naquele ano. No entanto, a parceria rendeu um filme publicitário bastante oportuno, no qual o competidor falava sobre seu novo carro. Mas não exatamente aquele…

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15 de fevereiro de 2012Pit Stop

O quarteto fantástico

A página do SporTV no Facebook publicou a imagem abaixo nesta semana. Não precisa dizer muita coisa. É o retrato de uma época que entrou para a história da Fórmula 1. Um quarteto fantástico, uma quadra de ases em ação simultaneamente, por uns bons anos. A gente era feliz. E sabia.

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12 de fevereiro de 2012Anúncios Velozes

Anúncios velozes: Petrobras, 2011

Principal patrocinadora da edição 2011 do GP do Brasil de Fórmula 1, a Petrobras inovou ao encomendar um troféu criado pelo artista plástico Paulo Soláriz, contendo um fragmento de uma rocha do pré-sal. O pré-sal, que fica a cerca de 6000 metros de profundidade, é a camada submersa de onde a empresa iniciará em breve a extração de petróleo no litoral brasileiro. Sobre este conceito, Petrobras veiculou nas semanas anteriores à corrida de encerramento da temporada uma campanha criada pela agência Quê Comunicação, que brinca com a relação entre o circuito de Interlagos e uma plataforma de exploração de reservas naturais.

O título da peça deixa bem clara a referência à rocha: “Para conseguir o troféu, os pilotos vão a mais de 300 km/h. Nós fomos a 6 mil metros de profundidade”. Sem dúvida, uma peça belíssima, com um trabalho minucioso de arte que faz jus ao investimento e à ousadia da empresa nesta ação.

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9 de fevereiro de 2012Autoteca

Selos velozes: McLaren Turcomenistão, 2000

Uma das equipes mais conceituadas da Fórmula 1 em todos os tempos, a McLaren já recebeu diversas homenagens. Uma delas, em 2000, veio em forma de selo. A cartela lançada no Turcomenistão mostra um carro do time inglês, fracionado em nove estampas, todas devidamente identificadas com o nome do país e o valor postal de cada uma. Um design simples, ajudado por uma bela imagem. À época, os pilotos – que não aparecem nos selos – eram o finlandês Mika Hakkinen e o britânico David Coulthard.

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5 de fevereiro de 2012Anúncios Velozes

Anúncios velozes: Mobil, 2011 (2)

A temporada 2011 da Stock Car foi produtiva para Nonô Figueiredo em ações promocionais e publicitárias. O piloto, que é um dos mais experientes do atual grid da categoria, estrelou dois comerciais de TV para a campanha dos lubrificantes Mobil Super. A primeira, que você viu publicada aqui no Fórmula Grün em fevereiro do ano passado, mostra Nonô na frente de sua casa, caracterizado com macacão e tudo, ao lado de um vizinho surfista. Já o segundo filme, gravado pela produtora Sentimental com direção de Maurício Guimarães e Luciano Zuffo, foi ao ar alguns meses depois, no fim da temporada. E conseguiu ficar ainda mais engraçado que o anterior.

Na peça, Nonô aparece concentrado para a largada de uma corrida, quando uma senhora representando sua mãe aparece sentada no banco ao lado. Trazendo consigo as naturais preocupações de mãe, como o casaco e o lanche, ela pouco se importa com a velocidade e o desconforto do cockpit, e ainda xinga um adversário. A gravação foi realizada em Interlagos, São Paulo, e a criação do comercial é da agência McCann Erickson Brasil.

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4 de fevereiro de 2012Crônica Motor

Ele quer a Indy

Nesta semana bati um longo papo com Rubens Barrichello antes da gravação do programa ‘Altas Horas’, que vai ao ar neste fim de semana, na madrugada de sábado para domingo. O resultado desta conversa foi esta matéria publicada no GLOBOESPORTE.COM, na qual Rubens dá a entender que está muito próximo de competir na Fórmula Indy. É claro que há muitas questões ainda a resolver antes de optar por competir nos Estados Unidos. A opinião da família é a principal delas. Tanto que o piloto passará dois dias reunido com os pais, a esposa e os filhos em seu sítio no interior de São Paulo para colocar as cartas na mesa e ponderar os riscos de andar a quase 400 km/h em circuitos ovais.

O outro pilar da decisão é se realmente vale a pena fechar a porta da Fórmula 1. Mesmo que isso signifique, como ele mesmo admitiu na entrevista, manter-se em atividade do outro lado do Atlântico no caso de algum convite da Europa aparecer. Nada impossível, diga-se. Tirando as três equipes de ponta, que mantêm sólidos programas de desenvolvimento de pilotos, não há reservas à sua altura disponíveis no mercado. Na hipótese de um Kimi Raikkonen da vida tomar dois segundos por volta de um companheiro novato como Romain Grosjean, a experiência e a velocidade de Rubens seriam, de certa forma, um porto seguro para um time desse porte.

Seja como for, o fato é que os olhos de Barrichello falam por ele. Após andar no novo carro durante três dias, em vez dos dois programados inicialmente – e de ser o mais rápido na sessão final, na qual dividiu a pista com alguns nomes consagrados da categoria –, Rubens renovou a paixão pela profissão que adotou há mais de três décadas. Ele está ansioso para guiar, e a opção por um campeonato de carros potentes, no qual terá chances de vencer corridas, parece tentadora.

Para dar um ‘empurrãozinho’ na decisão de Rubens, é bem provável que a equipe KV e a própria IndyCar, promotora da categoria, se mobilizem para arranjar os meios necessários para montar um esquema de ponta para o brasileiro. A Chevrolet, dona do motor usado em seu teste, já está sendo cotada como uma das principais peças neste quebra-cabeça. E certamente não faltarão parceiros caso o piloto anuncie interesse em participar da São Paulo Indy 300. A bola está com Rubens, e ele parece querer a Indy. Meio caminho andado, já que a Indy certamente quer ele por lá.

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31 de janeiro de 2012Tela Tubo

Onboards: no F-1 de dois lugares

Durante o evento de apresentação dos novos pneus que serão utilizados pela Fórmula 1 em 2012, a Pirelli brindou alguns jornalistas e convidados presentes ao circuito de Yas Marina, em Abu Dhabi, com voltas rápidas em carros de competição. Após receber algumas instruções, eles puderam guiar modelos de Gran Turismo e terminaram o dia com uma experiência que é para poucos:  andar em um carro de Fórmula 1. Desta vez, claro, na carona de um piloto profissional. O russo Vitaly Petrov e o brasileiro Lucas di Grassi foram dois dos que conduziram os corajosos que se dispuseram a participar da brincadeira. Por que corajosos? Dê play no vídeo abaixo.

Ele mostra a experiente jornalista alemã Karin Sturm sofrendo com os efeitos da força centrífuga, da aceleração e das frenagens de um F-1 durante uma volta apenas. O cockpit de um two-seater é um pouco mais largo que o habitual, justamente para que mais pessoas possam usufruir do mimo sem precisar ostentar o biotipo e a forma física de um piloto de competição. Mas é ótimo para quem acha que automobilismo não é esporte, ou que um piloto só mexe as mãos e os pés dentro do carro. Então tá…

No entanto, quando se fala em experiência num carro de F-1 de dois lugares, nenhuma deve ter se comparado à do cidadão que andou de carona com o britânico Nigel Mansell em um evento da Minardi na Itália. Isso porque o campeão mundial de 1992, o famoso ‘Leão’, foi o Mansell de sempre. Veja só o que ele aprontou no vídeo a seguir.

Está na hora de alguma empresa trazer estes carros de dois lugares para o Brasil, quem sabe até vendendo ingressos para que torcedores possam viver esta experiência. E quem seria o piloto ideal para este serviço que exige ao mesmo tempo perícia e responsabilidade? Algum palpite?

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26 de janeiro de 2012Pit Stop

Sorriso maroto

Rubens Barrichello postou nesta quinta-feira em sua conta no Twitter uma imagem do momento em que moldava o banco que usará em seu primeiro teste em um carro de Fórmula Indy. Prestes a andar no modelo DW12 da equipe KV, onde corre seu grande amigo Tony Kanaan, Rubinho não parece muito preocupado com a falta de vagas na Fórmula 1 após 19 anos ininterruptos na categoria. Tanto que seu sorriso é típico de quem terminou um relacionamento longo e quer, agora, ‘pegar geral’. É ou não é?

Os testes acontecerão nos dias 30 e 31 de janeiro, na pista de Sebring, nos Estados Unidos.

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25 de janeiro de 2012Pit Stop

Borracha diferente

A Pirelli divulgou nesta quarta-feira imagens dos pneus que serão fornecidos às equipes no Mundial de Fórmula 1 2012. Pela foto, dá para notar a primeira mudança: as cores dos frisos de identificação dos pneus para pista molhada. A lateral do chamado ‘intermediário’ deixa de ser laranja e passa a ser verde, combinando com o o azul adotado desde 2011 nos compostos e chuva intensa. Entre os slicks, os pneus para pista seca, não há mudança no esquema de cores. Eles mantêm a associação de uma cor ‘fria’ para o mais duro e ‘quente’ para o mais mole, variando entre os quatro tipos.

De acordo com a fábrica italiana, o desenvolvimento dos novos pneus de 2012 foi pensado no sentido de haver uma diferença menor entre os compostos. A intenção é que as equipes fiquem menos ‘engesadas’ na estratégia, e que, assim, haja mais ultrapassagens. A conferir.

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22 de janeiro de 2012Anúncios Velozes

Anúncios velozes: CPTM, 2010

Com a inauguração em 2007 da estação Autódromo, localizada a pouco mais de meio quilômetro do circuito de Interlagos, a Prefeitura de São Paulo faz, ano após ano, diversas campanhas incentivando o uso do sistema de trens para que o público não utilize carros para ir ao GP do Brasil de Fórmula 1. Em 2010, a peça criada pela agência Propeg para a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) brincava com os adesivos que algumas pessoas colam na traseira de seus carros. O anúncio mostra um chassi parecido com uma McLaren com a inusitada frase: ‘meu outro carro é um trem’.

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19 de janeiro de 2012Autoteca

Selos velozes: Finlândia Motorsport 95

Com o retorno de Kimi Raikkonen, em 2012 a Fórmula 1 voltará a ter um finlandês campeão mundial em seu grid.  A categoria já teve, antes dele, nomes como Keke Rosberg e Mika Hakkinen, expoentes no esporte a motor. Mas a Finlândia não produz apenas pilotos de Fórmula 1. A série de selos lançada em 1995 no país nórdico com esportistas de diversas áreas traz uma folha com quatro selos dedicados a ícones locais em competições motorizadas. A homenagem inclui os lendários pilotos de rali Timo Mäkinen, com seu Mini Cooper, e Juha Kankunen, tetracampeão mundial. Os selos mostram também os pilotos de motocross Tommi Atvata e Heikki Mikkola, este último tricampeão mundial da modalidade. Seja no gelo ou no asfalto, sobre duas ou quatro rodas, os finlandeses continuam bons de braço, geração após geração.

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15 de janeiro de 2012Anúncios Velozes

Anúncios velozes: Head & Shoulders, 2011

Utilizar esportistas bem-sucedidos para vender seus produtos em comerciais de TV é uma estratégia adotada há décadas pelas agências de propaganda. No caso do shampoo Head & Shoulders, que nos últimos anos tem associado sua imagem ao esporte a motor, a opção foi por alguns dos campeões mundiais em atividade na Fórmula 1. O primeiro foi o britânico Jenson Button, numa performance pra lá de canastrona. É verdade que o roteiro não ajuda muito, mas enfim…

No entanto, pense duas vezes ao rir da atuação catastrófica de Jenson no comercial acima. Isso porque o alemão Sebastian Vettel não fez muito diferente do adversário na versão germânica da peça publicitária. É a prova de que eles são realmente melhores guiando um carro de corrida do que sorrindo e falando frases decoradas diante de uma câmera. Ou alguém tinha dúvidas quanto a isso?

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12 de janeiro de 2012Autoteca

Livros velozes: Não sou um anjo

Frio, ambicioso e temido por inimigos e aliados, Bernie Ecclestone é o chefão máximo da Fórmula 1. Mas não é só isso. Pode-se afirmar, sem medo de errar, que pertence a este inglês baixinho e de poucas palavras o mérito de transformar grandiosamente a categoria no formato em que a conhecemos hoje. De um campeonato promovido por entusiastas a um evento global, com altíssimo valor de mercado e desejado por anunciantes e redes de televisão de todo o planeta. Um caminho que o britânico, com seus mais de 80 anos de idade, percorreu bem à sua maneira. É como ele mesmo admite: ‘não sou um anjo’.

Aliás, não haveria título mais apropriado para uma biografia do dirigente, que viveu durante a infância nos subúrbios de Londres em contato com os medos e incertezas da Segunda Guerra Mundial e que ganhou seus primeiros bens materiais vendendo motos e carros usados assim que a paz se restabeleceu. O livro, com cerca de 500 páginas, é baseado na intensa pesquisa e nas entrevistas que o renomado biógrafo Tom Bower fez com o próprio Bernie para obter revelações exclusivas de um ‘jogador’, que fazia questão de criar diferentes versões de um mesmo fato somente para confundir seus adversários no mundo dos negócios.

Surpreendentemente, Ecclestone falou bastante sobre seu passado nas conversas com Bower. O que rendeu um apanhado bem completo sobre um homem que deu pouca importância à família ao longo da vida e que teve sua dedicação aos negócios pontuada por sucessos pessoais e tragédias com muitos dos que o rodeavam. Caso do amigo Jochen Rindt, piloto que Bernie empresariou antes de aventurar-se como representante da associação das equipes (e posteriormente como diretor de promoções da FIA). A morte prematura do austríaco, que acabou por se tornar o único campeão póstumo da F-1, foi um episódio que estremeceu o aparentemente inabalável Bernie, a ponto dele pensar em abandonar as competições e voltar a ser apenas um vendedor de carros.

Curiosamente, este é um aspecto que chama bastante atenção na história do ‘capo’ da categoria máxima do esporte a motor. Em meio a tantas manobras comerciais controversas e eticamente discutíveis, salta aos olhos o desejo de estar envolvido com as corridas, mesmo diante de revezes, prejuízos financeiros e perdas de amigos próximos. Caso da vez em que, ainda jovem, dispensou um piloto porque se encantou com as ruas de Monte Carlo. De chefe a piloto, Bernie quis disputar a prova, ele próprio, em vez de vender o carro após uma provável boa exibição de seu então contratado. Coisas de um homem que acumulou uma das maiores fortunas de toda a Europa.

A obra passeia pelos bastidores da F-1 e pelas complexas negociações políticas envolvendo donos de circuitos, promotores de corridas e até nomes fortes, como o presidente da Federação Internacional de Automobilismo, o francês Jean-Marie Balestre – que, diga-se, Bernie transformou em um tolo e manipulável aliado. Em sua versão brasileira, o livro ganhou ainda mais conteúdo, já que foi adaptado por Reginaldo Leme, jornalista com quatro décadas de convivência com o universo da categoria, que acrescentou dados e informações que não constam na edição original, em inglês. Mais um ponto favorável em um material precioso para aqueles que desejam entender melhor as razões do sucesso da Fórmula 1.

Ficha técnica
Título: Não sou um anjo – revelações inéditas de Bernie Ecclestone
Autor: Tom Bower, com adaptação e colaboração Reginaldo Leme
Editora: Novo Conceito (no Brasil)
País de origem: Inglaterra
Formato: 16 x 22,5 cm
Lançamento: 2011
Páginas: 520

Texto
Alexander Grünwald – About Grün

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8 de janeiro de 2012Anúncios Velozes

Anúncios velozes: Euromilhões Dakar, 2008

Nas últimas edições do Rally Dakar na Europa, antes da transferência para território sul-americano em 2009, a principal competição off road do planeta era patrocinada pela Euromilhões, uma das maiores empresas de loterias do Velho Continente. Como title sponsor do evento,  grupo aproveitou para utilizar o Dakar em suas campanhas publicitárias, veiculando diversos filmes. Como este, de 2008. A criação é da agência JWT Portugal.

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31 de dezembro de 2011Tela Tubo

Onboards: Barrichello no kart em 2011

Recordista de participações na Fórmula 1, o piloto Rubens Barrichello levou seus fãs de carona nos dois principais eventos de kart que disputou no fim de 2011. Não que tenha ido alguém ao lado dele, sentado sobre a carenagem, claro. O que o piloto fez foi bem mais simples: com a ajuda do nosso incansável fotógrafo Carsten Horst, ele instalou câmeras onboard em suas máquinas no Desafio das Estrelas, em Florianópolis, e nas 500 Milhas do Beto Carrero, em Penha, ambas as cidades no Estado de Santa Catarina.

A segunda, inclusive, foi presa diretamente no capacete, o que dá uma sensação muito diferente das demais onboards. Veja só que barato!

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30 de dezembro de 2011Crônica Motor

Retrospectiva 2011: as 500 Milhas por dentro

Corrida rolando e a montanha russa importada de Suzuka funcionando: o novo cenário das 500 Milhas de Kart

Devo confessar que torci o nariz quando soube que a mais tradicional prova do kartismo brasileiro deixaria a pista da Granja Viana. Após 14 anos de sucesso e muitas histórias vividas no traçado da cidade de Cotia, na grande São Paulo, as 500 Milhas de Kart passariam a ser realizadas em um novo circuito, montado no complexo do parque Beto Carrero World, em Santa Catarina. Mais estrutura, mais espaço – claro, mais dinheiro em caixa – e mais condições de oferecer ao público e aos pilotos o máximo de conforto para aguentar uma corrida que, todo fim de ano, beira as 12 horas de duração.

Nestes quase 15 anos, os jornalistas especializados em esportes a motor se acostumaram a retratar e reportar a correria dos pilotos nesta maratona. O negócio ficou tão familiar que, em 2007, eles decidiram que deveriam viver ‘in loco’ esta experiência. Foi assim que surgiu a equipe dos jornalistas, que, em 2011, superou os próprios limites. O primeiro deles, reunir as condições necessárias para participar da prova fora de sua base, já que a maior parte dos membros reside na capital paulista. E mesmo contando com nove inscritos, nenhum deles profissional das pistas (e todos a serviço, na cobertura da prova), o time formado por representantes da imprensa não fez feio.

Mecânicos e pilotos da equipe dos jornalistas reunidos antes da primeira edição das 500 Milhas no Beto Carrero World

A viagem, em si, já foi uma grande curtição. Passar os capacetes no raio X do aeroporto é algo diferente para quem está habituado a viajar pelo país e até para outras cidades do planeta de gravador e câmera em punho. E assim fomos nós – fotógrafos, repórteres e assessores de imprensa, que começaram a correr em karts de aluguel e resolveram levar a brincadeira mais a sério. Eu, que passei a integrar o time no ano passado, na última prova realizada no kartódromo da Granja Viana, teria um desafio similar ao de todos ali: conhecer a nova pista, desenhada pelo alemão Hermann Tilke (inscrito na corrida, aliás), o mesmo que projetou uma dúzia de circuitos utilizados pela Fórmula 1.

Alvo de chacota nos primeiros anos, a equipe chegou à cidade de Penha recebendo incentivos de alguns colegas de pista mais famosos, como Felipe Massa, Rubens Barrichello, Tony Kanaan, Augusto Farfus, Lucas di Grassi, Valdeno Brito, Daniel Serra, Popó Bueno, Beto Monteiro e um dos grandes responsáveis pela nossa aventura, Felipe Giaffone, que também é promotor do evento. Dividindo o tempo e as atenções entre os boxes, o pit lane e a sala de imprensa, nos revezamos nos poucos treinos livres que tínhamos à disposição. Nem eram tão poucos assim, mas nós éramos muitos pilotos para um kart só. E como, é bom lembrar, estávamos a serviço para nossos veículos de mídia, chegamos à pista um dia depois de muitos que estavam ali somente para competir.

Então nos dividimos assim: Rodrigo França, Bruno Terena, Leonardo Murgel e Rafael Munhoz andaram no primeiro dia. Edu Baptista (nosso patrocinador), Carsten Horst, Cássio Cortes, o norte-americano Efrain Olivares e eu andamos no segundo. Quando chegou a minha vez, já era noite e havia começado a chover. Além da dura tarefa de conhecer a pista nestas condições, ainda experimentei pela primeira vez na vida um jogo de pneus para pista molhada, que tem lá seus segredos. Longe de estar confiante com a situação, errei algumas vezes o traçado e fiquei bem longe do limite, com medo de prejudicar o equipamento e a carenagem para a classificação, que aconteceria no dia seguinte.

Um treino curto, à noite e sob chuva foi minha única chance de conhecer o novo circuito das 500 Milhas

Apesar da evolução técnica (dos ‘pilotos’ e do time), a edição de 2011 foi a primeira em que o grupo da imprensa largou da última posição. A chuva intensa que desabou no qualify causou problemas no motor e o kart, guiado por França, não completou sequer uma volta rápida no treino para a formação do grid. A frustração pela 49ª posição nos acompanhou pelo resto do dia, muito por causa do potencial demonstrado nos tempos cronometrados nos treinos livres pelos mais rápidos do time. E só seria aliviada no sábado, com um bom desempenho na prova.

O dia começou com a ansiedade no rosto de quase todos. Após o briefing com a direção de prova, aproveitamos para decorar os capacetes com as iniciais LV – uma homenagem ao nosso grande amigo e companheiro de equipe Luiz Vicente, que havia perdido a vida poucas semanas antes, em um acidente de bicicleta. Aquela prova, fosse como fosse, não importando o resultado, seria dedicada a ele. Pensando assim, daríamos o nosso melhor nas 700 voltas de corrida. Ou em quantas conseguíssemos completar com o bravo kart 17. 

A largada no estilo 'Le Mans', emoldurada pelo parque de diversões ao redor do novo circuito em Santa Catarina

A largada, no estilo ‘Le Mans’, é um grande barato. Acompanhei bem de perto, pois fui um dos últimos a deixar o grid. Assim como nos outros anos, França foi extremamente conservador, opção bastante sábia em se tratando de uma prova de resistência. Calmamente, completou a primeira volta em último lugar. E, pouco a pouco, foi avançando. Enquanto isso, nós, do lado de fora, nos empolgávamos com o que víamos. Com um ritmo consistente e sem erros, nosso kart escapava das confusões e ia ganhando posições. Depois de quase uma hora e meia de prova, a primeira troca de pilotos foi feita. Àquela altura, a equipe ocupava a 35ª posição na corrida. Mal podíamos acreditar.

As 500 Milhas sempre foram o lugar onde pilotos consagrados e os aventureiros como nós dividem o mesmo asfalto. Desde que, evidentemente, não os atrapalhemos na hora de tomar uma volta. Situação que se repetiu por 41 vezes ao longo das 700 que foram cumpridas pelo vencedor na corrida de estreia do kartódromo Beto Carrero World. Para se ter uma ideia do que são 12 horas de corrida, a turma que só andaria na segunda metade da prova teve seu horário de almoço reforçado com um pequeno passeio no parque, onde andamos na impressionante montanha russa importada de Suzuka, no Japão. Mais um momento de diversão para um grupo pra lá de animado como o nosso. A propósito, por mais que a gente adore a Granja, aqueles dias no Beto Carrero World serviram para provar, pelos mais variados motivos, que as 500 Milhas não poderiam ter uma casa melhor nesta sua nova fase.

Correr as 500 Milhas de Kart significa competir com nomes um pouco mais consagrados, como Felipe Massa

Envolvido com a cobertura da prova para o GLOBOESPORTE.COM e consciente de que nosso desempenho estava incrível para as circunstâncias, tomei uma decisão racional e bastante elogiada pelos colegas quando se aproximou o momento de cumprir o meu trecho de prova, já no fim da tarde. Sem referências de traçado devido ao treino noturno na pista molhada e percebendo que uma escapada significava a perda de muito tempo, já que não era permitida ajuda externa para retornar à pista, abdiquei do meu turno para não prejudicar a equipe. Todos, até então, haviam andado bem e trazido o kart inteiro aos boxes. Preferi não correr o risco de estragar tudo.

Naquele instante, estávamos na 30ª posição, desempenho que motivava cada mecânico a revisar com o máximo cuidado o equipamento durante as trocas de piloto. O maior problema que tivemos, por sinal, foi um desgaste excessivo dos freios, que obrigou a uma troca mais demorada para que completássemos a corrida. Como todos os competidores devem cumprir obrigatoriamente uma parada mínima de 15 minutos, usamos esta ‘janela’ para a manutenção e continuamos bem na prova.

Levar o kart 17 até o final da prova com a carenagem inteira era o grande desafio dos profissionais de imprensa

A noite chegou e a briga pela vitória pegava fogo. Líder de grande parte da prova, o kart 72, capitaneado por Barrichello e Kanaan, fez sua última parada nos boxes a menos de uma hora para o fim da prova. E voltou atrás do kart 2, da equipe de Christian Fittipaldi, guiado por Vitor Meira. A diferença de desempenho era visível, e Barrichello tirava quase um segundo por volta. Por ter feito uma parada a menos, Meira economizava combustível para chegar ao fim da prova. E, por pouco, a tática deu certo. Após 806 quilômetros, 700 voltas e 11h45 de corrida, o kart 2 recebeu a bandeirada três segundos à frente do adversário. Que chegou ‘escoltado’ pelo amarelinho da equipe dos jornalistas.

Os momentos que vieram a seguir foram uma grande comunhão de quem viveu aquilo tudo por dentro. A festa contou inclusive com nossos colegas Daniel Betting e Erica Hideshima, que cobriram nossa epopeia bem de perto e foram comemorar conosco aquele resultado. E que resultado! Depois de largar em 49º e último lugar, o kart 17 recebeu a bandeirada na 27ª posição. Outra vitória particular foi terminar a corrida com a carenagem inteira, enquanto muitos deixaram pedaços pelo caminho. Nos abraçamos bastante, gritamos um bocado e dedicamos o excelente desempenho ao nosso grande amigo Luiz. Aquelas 22 posições conquistadas tinham o dedo dele, de alguma forma.

Homenagem dos jornalistas ao colega Luiz Vicente, após o heroico 27º lugar na prova de quase 12 horas

Além do aspecto histórico de fazer parte da turma que estreou a nova pista, construída no parque Beto Carrero World, no litoral catarinense, a galera também já pode dizer que completou uma prova à frente de nomes como Lucas di Grassi e Felipe Massa, pilotos de Fórmula 1, cujos karts apresentaram problemas e perderam muito tempo nos boxes, e de um dos karts de Barrichello e Kanaan, que também teve problemas. No fim, o que importa é a diversão e a consciência de que realizar a fantasia de piloto é difícil, mas não impossível. Basta acreditar e, claro, continuar treinando.

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Jornalista, 35, blogueiro, carioca, taurino, apaixonado e pseudopiloto de kart.