4 de setembro de 2010Dois tempos

F-3 Sudam, 1999

Você consegue identificar os promissores rapazes aí da foto? Trata-se da turma de 1999 da Fórmula 3 Sul-Americana, época em que a categoria ainda tinha equipes e pilotos estrangeiros em razoável número. Confesso que só reconheci metade deles. Tem gente que hoje em dia anda na Stock Car, outros no Troféu Linea, alguns estão no exterior e outros pararam de correr. Se descobrir quem é quem, deixe seu comentário!

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3 de setembro de 2010Pit Stop

RB 300: a promessa na revista

Há exatos 20 anos, a revista Quatro Rodas publicava em sua edição de setembro de 1990 uma matéria sobre um promissor piloto brasileiro: Rubens Barrichello. À época em sua primeira temporada na Europa, e já rumo ao título da Fórmula Opel, Rubinho foi definido pelos editores como “rápido, ousado e sensível ao volante”, num estilo “que lembra Ayrton Senna”. A publicação apostava, ainda, que o piloto estaria na Fórmula 1 em 1993, o que de fato aconteceu. Uma verdadeira pérola, retirada do acervo digital da revista, que pode ser acessado gratuitamente por este link.

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2 de setembro de 2010Autoteca

Livros velozes: Victory Road

Para usar um termo bem convencional, o livro “Victory Road – The Ride of My Life” é um turbilhão de emoções. É difícil não se emocionar com esta obra que marca a estréia do brasileiro Helio Castroneves como escritor. Suas páginas não se limitam a detalhar corridas e vitórias. Pelo contrário, revelam fatos surpreendentes que marcaram sua vida também foram das pistas.

Para realizar Victory Road, o piloto do Team Penske de Fórmula Indy foi assessorado pela escritora norte-americana Marissa Matteo, que deu contornos ao texto final, além de organizar apontamentos e colher depoimentos. Mas se engana quem pensa que o tricampeão da Indy 500 se limitou a contar uma história e esperar, passivamente, o resultado para aprovação. Pelo contrário, armou-se de seu computador portátil para, ele mesmo, registrar passagens que lhe foram caras.

Tudo isso se transformou em um livro de 300 páginas em sua edição original, em inglês, lançada nos Estados Unidos em maio deste ano. De lá para cá, Castroneves tem sistematicamente observado a boa aceitação, pois tem autografado inúmeros exemplares de fãs, onde quer que esteja para disputar corridas da Fórmula Indy. A edição brasileira ainda não tem a data de lançamento marcada, mas está prevista para o início de 2011.

Prefaciado por Roger Penske e escrito em primeira pessoa, o livro conta como foi o início de sua carreira no kart, a passagem pelos monopostos no Brasil e a temporada cumprida na Europa em 1995, antes da guinada radical para os Estados Unidos, iniciada em 1996. A tônica desse período foi a descomunal dificuldade da família em mantê-lo na pista, inclusive com seu pai abrindo mão de parte significativa do patrimônio para que sua carreira não fosse interrompida pelo mal da falta de patrocínio.

O livro aborda também, com detalhes, a trajetória na Indy, a contratação por Roger Penske e a mal sucedida parceria com Emerson Fittipaldi, que atuou como seu empresário em 1998 e 1999. Os relatos sobre suas vitórias são vibrantes e emocionantes, principalmente no palco da Indy 500, ponto alto de uma rotina que começou bem antes, mais especificamente em 1988, quando obteve sua primeira vitória no Campeonato Paulista de Kart, na cidade de Jaú (SP).

Mas a parte mais profunda do livro é a que se refere ao julgamento na Corte de Miami, quando ele e a irmã, Katiúcia Castroneves, foram acusados de sonegação de impostos. De grande repercussão na mídia brasileira e mundial, os réus foram inocentados de todas as acusações, em abril de 2009, e o piloto saiu direto do tribunal para a pista de Long Beach. Era a retomada de uma carreira que muitos apostavam que estivesse encerrada.

Valores como fé, superação, união familiar e amizade norteiam toda a obra, mas ninguém melhor do que ele, que chegou a sofrer a humilhação de ser algemado como um bandido, para contar as entranhas desse momento traumático, por um lado, mas a alegria da volta por cima e do nascimento da filha Mikaella, por outro. Victory Road tem ainda uma sessão de fotos históricas, muitas delas do arquivo pessoal da família e do fotógrafo brasileiro Miguel Costa Jr. Aquisições podem ser feitas no site www.heliocastroneves.com.

Ficha técnica
Título: Victory Road – The Ride of My Life
Autor: Helio Castroneves
Assessoramento literário: Marissa Matteo
Editora: Celebra Book
Páginas: 300
Lançamento: 2010, nos Estados Unidos (primeira edição em inglês)
Preço: US$ 24.95

Texto
Américo Teixeira Jr. – Jornalista com experiência em diversos veículos impressos, foi editor-chefe da revista Racing e da revista Motorsport Brasil, publicação oficial da CBA, entidade na qual ocupou o cargo de diretor de imprensa. É o responsável pelo blog Diário Motorsport, que comenta os bastidores do esporte a motor no Brasil e no mundo.

Todas as quintas o Fórmula Grün publica a seção Autoteca, analisando publicações dedicadas ou relacionadas ao esporte a motor, como selos, games, filmes e livros. Caso queira ter uma resenha publicada neste espaço, envie seu texto para alex@formulagrun.com.br, sem se esquecer de acrescentar a ficha técnica do material e a imagem para ilustrar o post. A ordem de publicação obedece a critérios editoriais, priorizando a qualidade dos textos e a relevância das obras.

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1 de setembro de 2010Twittadas

Twittadas, agosto 2010

Para quem não acompanha o Fórmula Grün no Twitter, aquele miniblog onde os posts não podem ter mais de 140 caracteres, continuamos publicando as melhores “twittadas” de cada mês por aqui. Segundo ano nesta mídia social, ralando a todo vapor. Agora é a vez de agosto de 2010, 15º mês do @formulagrun por lá. Siga-me se for capaz!

Dia 7 – Há alguns anos, a modelo Marcela Praddo tentou provar que sua filha era fruto de um romance com Ayrton Senna. A menina se chama Vitória.

Dia 7 – Nesta semana, Adriane Galisteu, última namorada do piloto, deu a luz a seu primeiro filho. O menino se chama Vittorio.

Dia 10 – Neymar fazer o primeiro gol da Seleção pós Dunga é pra lá de emblemático.

Dia 10 – Sabe, Dunga… Se esse primeiro tempo serviu para alguma coisa, foi para confirmar que você é, de fato, um cagão de merda.

Dia 14 – Sinto saudade do barulho da minha Remington invadindo a casa na madruga. Mas certamente meus vizinhos preferem o laptop…

Dia 15 – Futebol carioca batendo um bolão na Stock: Cacá Bueno, torcedor do Flu, lidera, com flamenguistas Duda Pamplona e Thiago Camilo logo atrás.

Dia 15 – Jorge Lorenzo ganhou sete provas e marcou 235 pontos em 250 possíveis. E o mundo só fala de Valentino Rossi. É chato ser “o cara”, né?

Dia 19 – Tem dias em que tudo o que você quer dos outros é que não queiram absolutamente nada de você.

Dia 29 – Se o Webber merece ganhar este campeonato, eu não sei. Mas que o Vettel merece perder, ah, merece.

Dia 29 – Hamilton e Vettel vivem uma espécie de efeito Orloff. Lewis deveria dizer ao alemão: “eu sou você amanhã”.

Dia 29 – Depois de andar ao lado de Max Wilson num Porsche 997 da GT3 Cup, vou me sentir num velocípede na próxima vez que guiar um kart de lazer.

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31 de agosto de 2010Galeria Motor

Imagens do fim de semana: domingo, 29 de agosto

Spa-Francorchamps, Bélgica: Sebastian Vettel perde o controle de sua Red Bull e bate de bico na lateral da McLaren de Jenson Button, arruinando a própria corrida e tirando o inglês do GP da Bélgica de Fórmula 1 – Foto: Photo 4, XPB.cc

Montreal, Canadá: após uma disputa intensa nas últimas voltas, Boris Said supera Max Papis por apenas 12 milésimos de segundo, no final mais apertado da NASCAR Nationwide Series desde 1998 – Foto: Jason Smith / Getty Images

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30 de agosto de 2010Galeria Motor

Imagens do fim de semana: sábado, 28 de agosto

 

Indianápolis, Estados Unidos: correndo em casa, o norte-americano Ben Spies supera os concorrentes das equipes de fábrica para conquistar com a equipe satélite da Yamaha sua primeira pole position na MotoGP – Foto: MotoGP.com

Joliet, Estados Unidos: descontando boa parte da vantagem de Will Power na briga pelo título ao vencer a prova de Chicago da Fórmula Indy, Dario Franchitti recebe um abraço surpresa do patrão, Chip Ganassi – Foto: IRL

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30 de agosto de 2010Crônica Motor

A pista das cinco mulheres

A etapa de Chicago da Fórmula Indy, disputada no último sábado, foi uma daquelas corridas de prender a respiração, bem ao gosto dos norte-americanos: muitos carros andando juntos, diversas trocas de líderes e decisão só na bandeirada. Para se ter uma ideia da competitividade desta prova, 11 pilotos lideraram, com o primeiro lugar mudando de mãos 25 vezes. E os 14 primeiros, que estavam na mesma volta, terminaram separados pela inacreditável margem de um segundo e meio.

A brasileira Bia Figueiredo: maquiagem, brincos, unhas feitas e muita velocidade na Fórmula Indy 2010

Mas o que mais me chamou a atenção sobre esta corrida não foi exatamente o suspense sobre quem venceria, nem o resultado, que arruinou a vantagem de Will Power na pontuação e devolveu a Dario Franchitti as esperanças de conquistar o título. E sim o fato de que, dos 29 pilotos que alinharam em Chicago, cinco eram do sexo feminino. O equivalente a 1/6 do grid, número pra lá de significativo em se tratando de uma categoria top do automobilismo mundial.

Sinceramente, não sei se isso se trata de um recorde ou não. Imagino que seja, sim, mas torço para que ele seja batido logo. Que em breve sejam incorporadas mais pilotos mulheres (pilotas?) no time formado no Chicagoland Speedway pelas estadunidenses Danica Patrick e Sarah Fischer, pela suíça Simona de Silvestro, pela venezuelana Milka Duno e pela brasileira Bia Figueiredo – que nos Estados Unidos atente por Ana Beatriz. Uma menina talentosa que merece uma oportunidade para fazer uma temporada completa e se firmar de vez no automobilismo internacional.

Tudo bem que a Indy é mais aberta a estas coisas, mas por que não pensar em mulheres também na Fórmula 1? Em seis décadas de história, somente duas se aventuraram nas pistas da categoria máxima. Provavelmente, não é de hoje que Bernie Ecclestone deve sonhar com uma moça competitiva e boa de mídia, para funcionar como mais uma ferramenta de expansão de público. A aposta do Fórmula Grün é que, caso Simona de Silvestro – a estreante sensação de 2010 - faça um bom campeonato na Indy em 2011, acabará se tornando a menina dos olhos do chefão comercial da F-1. Europeia, simpática, jovem (está com apenas 20 anos), pode ser um bom nome para 2012.

Seja como for, os marmanjos que se cuidem. Elas chegaram para ficar.

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29 de agosto de 2010Tela Tubo

Michael Jackson, 52

Neste domingo, 29 de agosto de 2010, Michael Jackson completaria 52 anos. O maior artista pop de todos os tempos, que morreu em 2009 pouco antes de fazer sua última megaturnê, recebeu diversas homenagens. Inclusive esta, em forma de vídeo, criada pelo jovem estudante Kurt Hugo Schneider, um rapaz que faz sucesso na Internet em vídeos onde aparece cantando em diversas vozes, interagindo consigo mesmo. O menino é bom e o medley ficou muito bem montado, vale a pena assistir!

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29 de agosto de 2010Pit Stop

RB 300: a abertura

Neste domingo, 29 de agosto de 2010, a Rede Globo de Televisão abriu a transmissão do Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1 com um vídeo em homenagem às 300 corridas de Rubens Barrichello na categoria. Uma breve seleção de imagens de várias épocas e de depoimentos de pessoas que, de certa forma, estiveram ao lado do piloto em momentos fundamentais desta trajetória. Aperte o play!

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29 de agosto de 2010Pit Stop

RB 300: o book

Durante a festa dos 300 GPs de Rubens Barrichello, realizada na quinta-feira anterior à prova da Bélgica, a equipe Williams distribuiu aos convidados um book comemorativo em acabamento brochura, totalmente em cores. O conteúdo traz os principais momentos do piloto na Fórmula 1, além de análises sobre o lado humano de Rubens, sua relação familiar e a paixão pela Fórmula 1, categoria em que compete desde 1993.

O melhor é que a publicação está disponível para download na Internet, em forma de PDF. Para baixar, basta clicar aqui com o botão da direita e procurar a opção ’salvar’.

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29 de agosto de 2010Pit Stop

RB 300: o carro

O Grande Prêmio de número 300 terminou cedo demais para Rubens Barrichello, após uma batida na primeira volta. Uma pena, já que a equipe vinha num momento de evolução do equipamento em relação ao início do Mundial. Muito aquém do esperado nas primeiras corridas, o modelo FW 32 tem se mostrado um carro com mais potencial desde o segundo terço da temporada.

Equipado com motor Cosworth e calçado com pneus Bridgestone, o bólido do time de Frank Williams foi decorado para esta prova com bandeiras brasileiras nas laterais da tomada de ar, simulando um efeito da carenagem descascada. De um lado, foi aplicada a logo comemorativa, com a inscrição ‘Rubens Barrichello 300 GPs’ do outro. Clique na imagem abaixo para ampliar a foto e veja os detalhes do FW32.

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29 de agosto de 2010Anúncios Velozes

Anúncios velozes: Pepsi, 1995

Rubens Barrichello estava iniciando sua terceira temporada na Fórmula 1 quando a Pepsi fechou um acordo com o piloto para substituir a Arisco em seu boné. Para aproveitar o novo patrocinado, a agência responsável pela conta do refrigerante criou logo de cara um anúnvio de TV que,  mesmo em tom de brincadeira, ajudou a judiar da imagem do piloto. E aí… mais uma?

Todos os domingos o Fórmula Grün publica peças publicitárias dedicadas ou relacionadas ao esporte a motor, seja em formato impresso, em áudio ou vídeo. Caso tenha alguma sugestão que queira ver publicada neste espaço, envie o material em anexo ou em link para alex@formulagrun.com.br.

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29 de agosto de 2010Pit Stop

RB 300: os presentes

Durante a festa celebrada no motorhome da equipe Williams, Rubens Barrichello recebeu um presente do chefe da Fórmula 1, Bernie Ecclestone: uma medalha comemorativa pela marca de 300 Grandes Prêmios na categoria. Um reconhecimento emblemático para um piloto que superou o clima tenso dos paddocks, alcançando números razoavelmente inimagináveis no início da carreira, em 1993. Uma condecoração à altura para quem está há dezoito temporadas no front, contabilizando 300 batalhas no currículo.

Já dos membros de sua equipe, a Williams, o piloto ganhou outro presente bem bacana: uma bicicleta esportiva personalizada, onde, além das marcas de alguns patrocinadores e parceiros do time inglês (como os motores Cosworth), está também a reprodução da logo comemorativa dos 300 GPs. Ideal para quem, como ele, adora velocidade sobre rodas. Mesmo que, para isso, precise pedalar um pouco.

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29 de agosto de 2010Pit Stop

RB 300: o macacão

Com muito esmero, Rubens Barrichello fez questão de preparar seu capacete comemorativo para os 300 GPs na Fórmula 1. E, ao chegar com ele ao box da Williams, teve uma surpresa que completaria sua indumentária do fim de semana do GP da Bélgica de 2010. O pessoal da Sparco, que é responsável por vestir todos os integrantes da equipe inglesa, confeccionou um macacão especialmente para celebrar a marca do piloto, com enorme destaque para a bandeira brasileira.

O macacão da marca italiana também tem bordado na área verde a inscrição ‘300 grands prix’ (na mesma fonte usada nas demais peças comemorativas) e o logo especial ‘RB 300′. Já na perna  aparece escrito: Rubens Barrichello 300 grands prix. Uma roupa de gala para a festa preparada em Spa-Francorchamps para o recordista de participações na Fórmula 1.

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28 de agosto de 2010Pit Stop

RB 300: a festa

Na quinta-feira anterior ao Grande Prêmio da Bélgica, a Williams realizou uma grande comemoração em seu motorhome, em função da histórica marca de 300 GPs alcançada neste mesmo fim de semana por Rubens Barrichello. Um evento que atraiu diversas figuras do paddock, desde jornalistas de diversas nacionalidades até alguns companheiros de profissão, que apareceram por lá para dar um abraço em Rubens. No caso de Felipe Massa, um abraço dos mais apertados.

O clima de confraternização incluiu grande parte da família de Barrichello, a começar pela esposa Silvana, sempre ao lado do piloto. O patrão Frank Williams, visivelmente empolgado, e  o chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, também marcaram presença.

De Bernie, Rubens ganhou uma medalha referente à marca. Dos mecânicos, uma bicicleta personalizada. Da equipe, um poster em forma de charge contando sua trajetória na F-1. Dos amigos em geral, muitos elogios pela persistência e pela alegria demosntrados nestas 18 temporadas. Para completar o clima de emoção, foi exibido um vídeo com os principais momentos da carreira do piloto, que acabou inevitavelmente indo às lágrimas com a homenagem.

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27 de agosto de 2010Pit Stop

RB 300: o casco

Depois de dar um gostinho pela Internet, Rubens Barrichello cumpriu a promessa e mostrou em primeira mão a seus seguidores no Twitter o capacete alusivo aos 300 Grandes Prêmios na Fórmula 1. Um desenho muito bonito, que foi criado pelo seu primo, Carlos Barrichello Jr., e executado pelo mago das tintas, Sid Mosca.

Trata-se de uma estilização muito elegante da bandeira brasileira, que fez o tradicional laranja da faixa central dar lugar ao verde. Que traz um mapa mundi na parte traseira, representando as idas e vindas de um campeonato mundial, no qual o piloto percorre os quatro cantos do planeta. Levando as estrelas características do símbolo nacional, o círculo azul do topo apresenta uma faixa branca, tal como na bandeira. Mas em vez de ‘ordem e progresso’, nela está escrito ‘300 grands prix’. Na parte branca do capacete, um losango dourado também remete às formas e cores da bandeira, combinando com a linha da mesma cor na base e no logo ‘RB 300′, inscrito abaixo da viseira.

Além dos elementos brasileiros, uma das coisas mais legais desta pintura foi a inclusão da expressão #tamojunto, que o piloto usa com bastante frequência nas redes sociais. Justíssimo reconhecimento ao apoio que tem recebido dos fãs de todas as partes do mundo.

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27 de agosto de 2010Pit Stop

RB 300: o quadro

Para começar a série de posts sobre a corrida comemorativa dos 300 GPs de Rubens Barrichello, publicamos aqui no Fórmula Grün uma reprodução da charge que a Williams encomendou ao artista inglês Jim Bamber, mostrando os principais momentos do piloto na Fórmula 1. A imagem foi transformada num enorme poster (clique na imagem para ampliar), colocado no motorhome do time durante a festa armada para celebrar a marca.

Bamber, um conhecido ilustrador que publica há uns bons anos seus trabalhos em jornais e revistas britânicas, incluiu no desenho as 11 vitórias do brasileiro, além de passagens marcantes, como os três anos na Honda, o desafio do Top Gear e o sorriso do atual patrão Frank Williams. Sem dúvida, um belo presente!  

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26 de agosto de 2010Autoteca

Selos velozes: Ferrari e escotismo

Aproveitando a época de comemoração dos 300 GPs de Rubens Barrichello, bem que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos poderia criar um selo em homenagem à histórica marca do brasileiro. Tudo bem que as emissões costumam seguir um cronograma anual, mas isso era algo até previsível, que valeria o registro. Mas já que ainda não fizeram um selo para celebrar este recorde, vale recordar um conjunto de selos em que o piloto aparece bastante, tanto guiando quando em imagens de rosto.

Trata-se de uma emissão da América Central, lançada em 2007 em nome do Reino da Ilha Redonda. Uma região hoje desabitada da região do Caribe, cujo território pertence a Antígua e Barbuda. Parece uma confusão, e na verdade é mesmo. Afinal, este espírito acaba refletido na folha, que mescla uma homanagem à Ferrari com a lembrança do centenário do escotismo, incluindo a figura do Lord Baden-Powell of Gilwell, fundador do movimento, no 150º aniversário de seu nascimento. Não fosse isso o bastante, a programação visual ainda contribui para a sensação de bagunça, dado o inegável excesso de informações gráficas na peça (clique na imagem para ampliar).

Enquanto as bordas da folha trazem os anos em que o time italiano sagrou-se campeão de construtores na F-1, as oito estampas destinadas à equipe mostram a dupla Michael Schumacher e Rubens Barrichello em diferentes situações. Numa delas, o alemão guia um modelo antigo e, em outra, conversa com o irmão Ralf. As seis restantes são bem divididas: os dois cantos da esquerda mostram Barrichello guiando pela equipe em 2000, ao passo que os dois cantos da direita apresentam fotos de Schumacher ao volante dos carros vermelhos no mesmo ano. Completam a sequência duas imagens onde os dois pilotos aparecem juntos, uma no pódio e outra conversando longo após um GP.

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24 de agosto de 2010Galeria Motor

Imagens do fim de semana: domingo, 22 de agosto

São Paulo, Brasil: pelo lado externo, Cacá Bueno divide a freada do fim da reta dos boxes com o pole position André Bragantini, manobra fundamental para garantir a primeira vitória do carro zero no Troféu Linea – Foto: Bruno Terena

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23 de agosto de 2010Galeria Motor

Imagens do fim de semana: sábado, 21 de agosto

Bristol, Estados Unidos: Kyle Busch comemora mais uma vitória na NASCAR Sprint Cup com o chefe de sua equipe, Joe Gibbs, instantes depois de fazer uma série de ‘zerinhos’ sobre a linha de chegada – Foto: Action Sports Photography

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22 de agosto de 2010Anúncios Velozes

Anúncios velozes: Buckler, 2006

Ao fim de 2005, quando tornou-se o mais jovem campeão mundial de Fórmula 1 de todos os tempos, Fernando Alonso transformou-se, de quebra, num garoto-propaganda de primeira grandeza. Daqueles que estrelam comerciais onde são montadas verdadeiras super produções. É exatamente este o caso do filme publicitário da cerveja Buckler, que remete aos primórdios dos grands prix. E põe primórdios nisso…

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21 de agosto de 2010Crônica Motor

Sem velocidade e sem charme

Durante muitos anos, quando alguém queria se referir a um carro lento fazendo analogia com a Fórmula 1, dizia: “parece uma Minardi!”. Afinal, o time fundado por Giancarlo Minardi, que correu na categoria máxima entre 1985 e 2005, passou grande parte deste tempo fechando o grid e disputando as últimas posições. No entanto, neste período, jamais foi cogitado qualquer movimento no sentido de tirar da equipe o direito de competir entre a elite do automobilismo. Além de ser um grupo composto por gente simpática e simples para os padrões da categoria, a Minardi era sinônimo de luta, perseverança e idealismo. Não importava o fato de estarem com orçamentos apertados e relegados ao fim da fila. O que valia era estarem ali.

Ao fim de 2005, a corrida financeira tornou inviável o sonho do garagista italiano, que já havia passado o controle acionário do time ao milionário australiano Paul Stoddart. Cortejados pelos euros dos mesmos fundadores da Red Bull Racing, os dirigentes da Minardi deram um ponto final à história da equipe, para que em seu lugar nascesse a Scuderia Toro Rosso. Uma equipe que desde então viveu altos e baixos na categoria, mas que já teve a honra de vencer uma corrida em 2008, pelas mãos do talentoso Sebastian Vettel e atualmente mantém uma distância segura da última fila.

Infelizmente, hoje em dia a Fórmula 1 não tem mais a sua Minardi. Sem dinheiro e com a estrutura comprometida, a Hispania é, em termos de resultados, o que os italianos foram em outros tempos. No entanto, o time sediado na região de Murcia não tem e nunca teve o carisma de seus antecessores. Trata-se de um projeto que tinha ótimas intenções pelas mãos do fundador original, Adrian Campos, mas que por força das circunstâncias acabou fadado ao fracasso antes mesmo de vir à luz. Com a mudança de comando e o rompimento com os parceiros que tocaram o projeto desde o início, a equipe já nasceu na condição de patinho feio da categoria.

Infelizmente, o círculo vicioso formado por desempenhos pífios + orçamento apertado só tende a piorar, e está colocando em risco a carreira dos estreantes Bruno Senna e Karun Chandhok. No desespero, os chefes do time já colocaram o reserva japonês Sakon Yamamoto no lugar do brasileiro, para depois fazer o mesmo com o indiano. Por estas e outras que muitos afirmam que a equipe mal terá condições de chegar ao fim da temporada. Estar no grid em 2011, então, será praticamente um milagre. E, se de fato fechar, é bem provável que ninguém sinta falta dela. Porque na Fórmula 1, até para ser Minardi, o buraco é bem mais embaixo.

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19 de agosto de 2010Autoteca

Livros velozes: O Fórmula 1 Campeão

Quase todos os apaixonados por automobilismo contam histórias semelhantes a respeito da infância. Um período invariavelmente relacionado a carrinhos e a corridas, elementos presentes em diversos brinquedos e brincadeiras. Quando o pai gosta do assunto, então, já é meio caminho andado para a criança ingressar neste universo. Inclusive na literatura.

São muitos os títulos destinados ao público infantil que remetem às corridas. Entre as publicações mais conhecidas, está um pequeno livro para aqueles que ainda são leitores da categoria pré-mirim: O Fórmula 1 Campeão. Que conta, basicamente, a saga de um carro veloz que deseja competir nas principais pistas do mundo, enquanto se prepara para disputar o GP do Brasil, em Interlagos.

Com lombada de pano e impresso em papel cartonado de alta gramatura com recorte especial, ele possui apenas dez páginas – incluindo a capa – carinhosamente escritas e ilustradas. Os textos, curtos e objetivos como devem ser, ficam a cargo de Raquel Teles Yehezkel, completados pelos desenhos coloridos de Verônica Botelho. A primeira edição é de 1997 e faz parte de uma série, a Coleção Veículos, que além de um ônibus, um barco e um avião, também possui títulos dedicados a um carro esporte e a uma moto veloz.

Ficha técnica
Título: O Fórmula 1 Campeão
Autores: Raquel Teles Yehezkel e Verônica Botelho
Editora: Leitura
Páginas: 10
Formato: 15cm x 12cm
Lançamento: 1997 (primeira edição)
País de origem: Brasil

Texto
Alexander Grünwald – About Grün

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19 de agosto de 2010Tela Tubo

Matérias sobre o Barrichello Kart Day 2010

Como era de se esperar, a segunda edição do Barrichello Kart Day ganhou destaque entre os veículos representados no evento. O Fórmula Grün compilou uma série de vídeos para você acompanhar as diversas visões dos jornalistas sobre o dia em que o recordista de participações na Fórmula 1 compartilhou um pouco de seu conhecimento e deu boas risadas das nossas barbeiragens. Veja só: 

Globo Esporte
Bela apresentação do Lenny. Mas notem que o Ivan Moré arregou na hora da final!

Linha de Chegada – SporTV
A equipe do programa marcou presença, correndo e gravando!

R7
Rubens Barrichello sem mágoa de Michael Schumacher! É isso aí…

Jovem Pan
O amigo Felipe Motta se explica, mas preste atenção… não é o Grün no replay!

 

Volta onboard
O jornalista Carlos Garcia, da Rádio Transamérica, mostra o traçado da Granja Viana.

Se você encontrar mais algum vídeo na Internet que fale sobre o Barrichello Kart Day, mande pra gente!

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17 de agosto de 2010Galeria Motor

Imagens do fim de semana: domingo, 15 de agosto

Salvador, Brasil: a equipe Red Bull Racing comemora a primeira vitória do tricampeão Cacá Bueno na temporada 2010 da Stock Car cercando o carro número zero na chegada ao box – Foto: Bruno Terena / Red Bull Photofiles

Silverstone, Inglaterra: numa prova que contou com seis brasileiros na pista, dois deles estreantes, Adriano Buzaid comemora sua primeira vitória na temporada 2010 da Fórmula 3 Britânica – Foto: Stella-Maria Thomas

Silverstone, Inglaterra: fechando a oitava rodada da Fórmula 3 Britânica como campeão antecipado da temporada 2010, o francês Jean-Eric Vergne é saudado pela equipe Carlin com uma placa referente ao título – Foto: LAT

Brno, República Tcheca: alcançando 235 pontos em 250 possíveis, Jorge Lorenzo celebra sua sétima vitória na temporada 2010 da MotoGP dando uma tacada de golfe diante da torcida logo após a bandeirada – Foto: MotoGP.com

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16 de agosto de 2010Galeria Motor

Imagens do fim de semana: sábado, 14 de agosto

Alto Paraíso, Brasil: disputando o título na categoria caminhões, o Mercedes de Guido Salvini atravessa uma ponte no trajeto entre Goiás e Tocantins, durante o quarto dia do Rally dos Sertões – Foto: Ricardo Leizer / Webventure

Brno, República Tcheca: líder do Mundial, Jorge Lorenzo vai ao chão com sua Yamaha na tentativa de cravar a pole position na etapa que marca o retorno da MotoGP às pistas, após as férias da categoria – Foto: MotoGP

Salvador, Brasil: o piloto baiano Patrick Gonçalves não se contém e escala o alambrado para comemorar com a torcida sua vitória na estreia do Mini Cooper Challenge no circuito urbano Ayrton Senna – Foto: Duda Bairros

Salvador, Brasil: carregando na lateral de seu carro o símbolo do grupo musical Olodum, o piloto Popó Bueno entra no clima da prova baiana da Stock Car, prestes a marcar o nono tempo no treino classificatório – Foto: Duda Bairros

Salvador, Brasil: nas ruas do centro administrativo da capital baiana, o tricampeão Cacá Bueno, vencedor da prova em 2009, conquista sua primeira pole position na temporada 2010 da Stock Car – Foto: Fernanda Freixosa

Michigan, Estados Unidos: depois de vencer mais uma etapa e ampliar sua liderança na NASCAR Nationwide Series, Brad Keselowski completa a volta de comemoração com a bandeira de seu país – Foto: Action Sports Photography

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16 de agosto de 2010Crônica Motor

La lettera scritta da Valentino*

*A carta escrita por Valentino

Ainda bem jovem, ele ficou famoso pelo estilo pouco convencional. Pelos cabelos engraçados, pelas comemorações malucas, pelo excêntrico e fiel fã-clube que o acompanhava a cada prova. Mas Valentino Rossi – o multicampeão do motocliclismo, o mago das duas rodas, o doutor das pistas – é, acima de tudo, um homem simples. Aquele menino, já nem tão menino assim aos 31, que continua fazendo o que sabe, esteja ou não sobre uma moto.

E o que Valentino sabe muito bem é falar com o coração. Seja quando empina a moto após as vitórias, quando sorri para os fãs que aplaudem seus títulos, quando volta a correr mesmo sem estar 100% recuperado de uma fratura na perna. Ou quando simplesmente faz como neste domingo, quando escreveu uma carta do próprio punho para anunciar que está de mudança da Yamaha.

Valentino é assim. Quando dele se espera qualquer coisa, ainda tem o dom de surpreender. É um gênio da raça, impecável em sua técnica, mas que sabe ir muito além disso. É uma figura que com seu infinito carisma ultrapassa as fronteiras dos circuitos, transcendendo o motociclismo, o esporte a motor e até o esporte em si. Valentino Rossi é um embaixador do otimismo, da força de vontade, da alegria de se fazer o que ama. Em resumo, um cara especial.

A despedida de hoje, anunciando que está a caminho da Ducati após sete anos vestindo as cores da Yamaha, é daquelas que tocam o coração. Poderia ser uma coletiva, poderia ser um vídeo, poderia ser uma porção de coisas. Mas poderia ser, como foi, simplesmente Valentino. Uma carta de amor, daquelas de quem sabe que cumpriu sua missão e agora precisa de novos desafios. Não que ele estivesse infeliz no time japonês. Foi apenas coerente com sua própria natureza. Valentino é um homem movido pelo amanhã.

É muito difícil explicar em apenas algumas palavras o que minha relação com a Yamaha foi nos últimos anos.

Muitas coisas mudaram desde que entrei no time, em 2004, mas especialmente “ela”, minha M1, mudou. Àquela época ela era uma moto de meio de grid, desprezada por grande parte dos pilotos da MotoGP.

Agora, após ajudá-la a melhorar, vocês podem vê-la sorrindo na garagem, cortejada e admirada, tratada como “a melhor da categoria.”

A lista de pessoas que permitiu que essa transformação fosse possível é longa, mas gostaria de agradecer a Masao Furusawa, Masahiko Nakajima e Hiroya Atsumi, como representantes de todos os engenheiros com quem trabalhei e tomaram conta dela com amor.

Agora chegou o momento de procurar novos desafios, meu trabalho na Yamaha acabou. Infelizmente, até as mais bonitas histórias de amor terminam, mas deixam memórias maravilhosas, como quando eu e minha M1 nos beijamos pela primeira vez na grama de Welkom, quando ela olhou direto para os meus olhos e me disse “eu te amo”.

Valentino Rossi

Tradução: site Tazio

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15 de agosto de 2010Crônica Motor

Barrichello Kart Day 2010

Rubens Barrichello e a camisa comemorativa dos 300 GPs

Uma ultrapassagem antológica sobre o ex-companheiro e eterno rival Michael Schumacher, elogios públicos da equipe pelo bom trabalho e o clima de comemoração por seu GP de número 300, recorde absoluto na Fórmula 1. Com um cenário como este, o momento não poderia ser mais propício para Rubens Barrichello encontrar os jornalistas brasileiros. Mas não foi exatamente para uma entrevista coletiva que ele reuniu mais de 40 profissionais da imprensa na última terça, dia 10 de agosto. Rubens aproveitou o período de férias da categoria para promover a segunda edição de um evento que fez sucesso em 2009 e cujo repeteco havia sido prometido para 2010: o Barrichello Kart Day.

Cumprindo sua 18ª temporada na Fórmula 1, na qual vem mostrando motivação e boa forma no mediano carro da Williams, o piloto aproveitou para compartilhar seu alto astral com os jornalistas no kartódromo da Granja Viana, a 50 km de São Paulo. Ampliou o número de convidados em relação ao ano anterior e se mostrou muito à vontade durante toda a tarde. Distribuiu sorrisos, conversou com todos e se divertiu bastante, dentro e fora da pista. 

A mecânica desta segunda edição seguiu os mesmos moldes da primeira. Vestidos em macacões bordados com o logo do evento, os pretensos pilotos foram sorteados para duas baterias classificatórias em karts de lazer (destes que qualquer pessoa pode alugar para uma bateria entre amigos), com os oito melhores de cada uma classificando-se para a disputa final. Sempre com as dicas preciosas do anfitrião, que fez questão de entrar na pista nas duas primeiras corridas. Uma situação que ele próprio resumiu bem: “eu ajudando e vocês se matando”. 

Rubens posa com os jornalistas uniformizados, antes da largada da primeira bateria do Barrichello Kart Day 2010

Pois é, se engana quem pensa que jornalista que cobre automobilismo acha que o importante é competir. Para esta turma, que não suporta perder nem disputa de par ou ímpar, a corrida promovida por Barrichello, apesar de estar ainda em sua segunda edição, já é tratada como uma espécie de “prova do milhão”. Claro que nem todos os presentes faziam parte da manada de viciados – à qual me incluo, evidentemente – que corre mensalmente neste tipo de kart, o que criou diferenças de até cinco segundos entre os que entraram na pista. De um lado, estavam os iniciados, buscando o melhor tempo e brigando pelos primeiros lugares; de outro, os novatos, experimentando, na prática, uma amostra do que Rubens Barrichello enfrenta em seu dia a dia nas pistas de corrida. 

Amigos velozes 

Assim como em 2009, tive o prazer de comparecer ao evento. E desta vez sem a obrigação de trabalhar, já que a amiga e colega do SporTV, Erica Hideshima, se dispôs a cobrir o Barrichello Kart Day para o programa Linha de Chegada na Pista. Isso me deixou livre para correr sem me preocupar com as imagens, as entrevistas e tudo mais que envolve a produção de uma matéria. Uma pena que alguns dos convidados, atarefados em suas redações, não puderam comparecer. Mesmo assim, foi possível rever grandes amigos, reencontrar pessoas que só vejo em autódromos e também ser apresentado a figuras que não conhecia pessoalmente, como o videorrepórter gente boa Rodrigo Leitão. 

Repetindo o que acontecera no ano anterior, meu nome foi escalado para a segunda bateria classificatória. Já vestido para a minha prova, tratei de assistir à primeira à beira da pista. E pude ver de perto uma disputa incrível pela liderança entre Rodrigo França e Betto D’Elboux (vencedor do BKD 2009), que foi acompanhada de forma participativa por Barrichello, ora atrás dos dois, ora à frente, indicando o melhor traçado com seu kart número 11. 

Barrichello acompanha a briga pela liderança na primeira classificatória entre Betto D'Elboux (17) e Rodrigo França (40)

Quando chegou minha vez de guiar, o assistente do cinegrafista Sidney Turaça apareceu com uma surpresa: uma câmera mini DV presa ao meu capacete, para filmar minha corrida. Meio sem jeito, tive que alertá-lo que a posição de um piloto no kart, com a cabeça voltada um pouco para baixo, deixaria o enquadramento comprometido. Mas ele insistiu que estava tudo OK, e fui para a pista assim mesmo, tentar a melhor posição num grid relativamente mais forte do que na prova anterior. O que tornava um pouco mais difícil, mas nada impossível, a missão de classificar para a final. 

Luz, câmera, velocidade! 

Já no qualify, percebi que meu kart era bom e tratei de mandar ver nas voltas lançadas. Só consegui pista limpa na última delas, e marquei o sexto tempo entre 17 competidores. Meio caminho andado para a final, pensei. Antes de dar a largada, Rubinho deu risada da trapizonga montada no meu capacete na base da fita crepe e autorizou o início da prova agitando a bandeira verde. Enquanto descíamos em direção às três primeiras curvas, ele andou calmamente até seu kart, colando em seguida no pelotão com uma volta de atraso para ajudar (ou brincar, dependendo da proposta de cada um) os jornalistas que estavam na pista. 

Acontece que o intrépido repórter Ivan Moré, do Globo Esporte, teve a ideia de levar o atacante Lenny, do Palmeiras, para correr conosco. E até que o rapaz fez bonito, marcando o oitavo tempo no grid. Daí bastou rolar uma esperada confusão na primeira curva fechada do traçado para que ele, bem posicionado, pulasse para quinto. Como o entrevero aconteceu bem na minha frente, tive que dar uma tremenda volta para escapar, e voltei em sétimo, embora os três envolvidos tivessem largado à minha frente. Entre Lenny e eu, estava Felipe Motta, da rádio Jovem Pan. 

Talvez assustado com o empurra-empurra das primeiras curvas, Lenny percorreu toda a primeira volta aliviando o acelerador nas curvas. Isso deu uma vantagem aos quatro primeiros e formou uma massaroca de karts atrás de nós, todos ávidos para nos ultrapassar. Optei por esperar o retão antes de tentar alguma coisa, uma vez que o Motta não arriscava uma ultrapassagem e só comboiava o moleque. Mas aí comecei a tomar uma pancada maior que a outra do pessoal que vinha atrás. Trancos que me fizeram frear deliberadamente em determinados trechos, no intuito de impedir uma rodada e, por tabela, evitar um toque involuntário no colega da frente, que poderia tirá-lo da disputa. 

Mesmo transferindo menos de um terço dos empurrões que eu recebia, percebi que o colega começou a gesticular de maneira frenética na minha direção. Ao iniciar a subida, vendo que o cara olhava mais para mim do que para a pista, botei o kart de lado e fiz sinal para que ele seguisse em frente. Foi quando veio uma manobra que me deixou absolutamente atônito: em vez de fazer a curva para a esquerda, ele virou o volante para a direita e saiu do traçado, me levando junto. Enquanto eu tentava entender se aquilo era de propósito ou não, dois karts nos ultrapassaram. 

Corrida para recuperar posições na primeira bateria, levando uma câmera que registrou muito bem meus pedais

Após a saída de pista, emparelhamos no retão e notei que os gestos continuavam. Tive certeza da intenção na manobra anterior, mas preferi deixar pra lá. Tentei ultrapassá-lo, mas estava por fora e não consegui. Sem contar que ele parecia disposto a não me deixar ganhar a posição de forma alguma. Para provar que não precisava de totó nenhum, decidi que faria a ultrapassagem sem sequer encostar no kart dele. E foi meu erro. Ao tomar uma fechada na segunda volta, reagi no reflexo, rodei sozinho e caí ainda mais. Pelo menos uns três karts me superaram nessa brincadeira. 

Nadando contra a corrente, só para exercitar 

Como tinha consciência de que apenas os oito primeiros conseguiriam se classificar e que a corrida teria apenas 20 minutos, comecei a guiar feito um alucinado. Vinha tirando mais e mais do kart a cada volta, ganhando posições e controlando a distância para quem vinha à frente. Peguei a manha das curvas mais difíceis e passei a usar isso na hora de pressionar os adversários. E vez de frear lá na sujeira, apenas fazia meu traçado e lucrava com os erros alheios. Foi nesta fase da prova que encontrei Barrichello na pista pela única vez. Ele ajudava dois pilotos que brigavam por posição, percebeu minha aproximação e abriu. Colei nos caras, aproveitei a rebarba de uma esfregada mútua na saída do grampo (mesmo ponto onde eu havia rodado) e passei literalmente entre os dois. Ainda sinalizei para o piloto da Williams, pedindo que me empurrasse dali em diante, mas ele ficou acompanhando o pega dos caras e não foi atrás de mim. 

O anfitrião Rubens Barrichello guia o kart 11 dutante a segunda bateria classificatória, garantindo boas gargalhadas

No fim, já conformado com a sétima posição que dava direito a uma vaga na final, ainda ganhei um presente. Vi a placa ‘1 volta’ na mão do fiscal e tentei tirar a diferença que me separava do Ivan Moré, o sexto. Fiz o que pude, mas não foi suficiente. Na última curva, preparado para receber a bandeirada, lamentei, naquela de ‘mais uma volta e eu passava ele’. E não é que minhas preces foram atendidas? A placa que eu vira na volta anterior era na verdade para o líder, que vinha atrás de mim. Assim, tive a volta que precisava e superei o colega da Globo. Aí sim! Depois de cair para décimo-sei-lá-quanto, terminei a prova em sexto lugar, feliz e exausto. Uma das grandes corridas da minha vida. 

Só então que o ‘gênio’ aqui se ligou que não bastava estar na final, era preciso também disputá-la. Praticamente sem forças ao sair do kart, fui para a área de apoio beber alguma coisa. Tomei dois copos de água e rebati com um suquinho em lata que parecia bem apetitoso. A sede parecia não ter fim, e mal me aguentava de pé. O cansaço tinha razões óbvias. Além de fazer uma corrida de recuperação, ainda precisei lidar com a falta de aderência, já que fazia apenas 15 graus em Cotia. Às vezes parecia que o kart não conseguiria fazer a curva. 

Dono da festa, Rubens Barrichello dá a largada para a corrida decisiva do Barrichello Kart Day 2010

A hora da verdade 

Com o céu escurecendo e a ameaça de que aquela tarde nublada virasse chuva, não tivemos muito tempo para descansar. Algumas desistências deram vaga aos que não haviam se classificado para a final, e lá fomos nós para a pista novamente. Desta vez para uma bateria de 25 minutos, o equivalente a sete voltas a mais em relação à corrida anterior. Eu e mais quinze bravos jornalistas-pilotos, já combalidos pela primeira prova, formamos o grid decisivo. Mal acreditei quando conquistei a quinta posição, o que me garantiria um troféu entregue pelo dono da festa. Mas foi só ele dar a largada para eu cair na real de que, daquela vez, o buraco era bem mais embaixo. 

Como meu kart demorou a sair do lugar, já fiz a primeira curva em sétimo lugar. Dali em diante, assisti aos seis primeiros colocados se estapeando na briga por posições. Já sem força nos braços e com as costelas doendo muito, não conseguia mais forçar o ritmo e apenas me preocupei em não errar, na esperança de que sobrasse alguma coisa daquela batalha campal. Mas não sobrou. Para completar, na metade da corrida o suquinho do intervalo resolveu trocar uma ideia e, para não ter que falar pessoalmente com ele dentro do capacete, dei uma aliviada no acelerador. O colega Nei Tessari, que vinha na minha cola desde a largada, me ultrapassou sem muita dificuldade e ficou com o sétimo posto. Andamos juntos até o fim da prova, que concluí a menos de dois segundos dele, mas a 40 do vencedor. 

Momento em que o jornalista Rafael Munhoz recebe a bandeirada, tornando-se o vencedor do BKD 2010

Quem faturou o primeiro lugar foi Rafael Munhoz, da revista Racing. Luiz Vicente, Rodrigo França, Betto D’Elboux e Cássio Cortes completaram, nesta ordem, a turma que levou um troféu para casa. E eu, pelo menos, não passei pela temida experiência de terminar em sexto, que deve ser a posição mais frustrante deste evento. Impressão que se acentuou ainda mais quando vi o Rubens autografar os troféus da rapaziada… Enfim, agora é pensar em 2011. Se possível, com menos peso, mais fôlego e com a mesma disposição para acelerar e me divertir ao lado do recordista de participações na Fórmula 1.

Valeu, Rubinho! #tamojunto

Para ler o post sobre a edição 2009 do Barrichello Kart Day, clique aqui.

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15 de agosto de 2010Anúncios Velozes

Anúncios velozes: Mercedes, 2001

Ao fim de 2001, bicampeão mundial e cansado do ambiente da Fórmula 1, Mika Hakkinen foi curtir a vida. Ao lado da esposa Erja e do recém nascido Hugo, saiu por cima, deixando vago um dos mais cobiçados cockpits da época, o da McLaren-Mercedes. Talvez este cenário tenha servido de inspiração para o comercial feito pela montadora alemã para promover seu automóvel Classe C. Um carro veloz e confortável para toda a família.

Dica da @mandy_roldan

Todos os domingos o Fórmula Grün publica peças publicitárias dedicadas ou relacionadas ao esporte a motor, seja em formato impresso, em áudio ou vídeo. Caso tenha alguma sugestão que queira ver publicada neste espaço, envie o material em anexo ou em link para alex@formulagrun.com.br.

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12 de agosto de 2010Pit Stop

Circuito Urbano Ayrton Senna

Depois do kartódromo de São Paulo e do autódromo de Londrina, o Brasil ganhou mais uma pista com o nome de Ayrton Senna. Nesta quarta-feira, sob chuva, o circuito urbano localizado no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador, foi batizado com o nome do tricampeão mundial de Fórmula 1, que completaria 50 anos de idade neste ano.

Com a presença de autoridades locais e de alguns pilotos da Stock Car do Mini Challenge, categorias que correm neste fim de semana na pista montada nas ruas da capital baiana, foi inaugurada uma estátua em homenagem ao piloto. Criada pelo artista plástico Bel Borba com base numa famosa foto de Ayrton, a obra tem quatro metros de altura, pesa quase duas toneladas e sua estrutura é de aço carbono, material bastante resistente. Para vê-la de perto, é só passar pela rotatória que integra o circuito.

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Jornalista, 34, blogueiro, carioca, taurino, apaixonado e pseudopiloto de kart.