30 de julho de 2012Anúncios Velozes

Anúncios velozes: Mastercard, 2002

Entre 1998 e 2002, a Mastercard patrocinou a equipe Jordan na Fórmula 1. Neste período, a operadora de cartões de crédito fez um dos comerciais mais sensacionais de sua história, baseado no famoso conceito “não tem preço”. A peça, veiculada em 2002, explora o desejo natural de apaixonados pelo esporte de que seus filhos sigam o mesmo caminho. Para ver e rever.

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25 de julho de 2012Crônica Motor

Automobilismo, esporte coletivo

Este repórter de esportes a motor que vos escreve publicou nesta quarta-feira, no GLOBOESPORTE.COM, uma matéria sobre o fim do autódromo de Jacarepaguá e as complicações no processo de construção de um novo circuito em Deodoro, no subúrbio carioca. Um texto baseado nas opiniões contundentes de quatro pilotos bem sucedidos na Stock Car, a principal categoria do Brasil, que ressaltam o prejuízo de destruir um circuito tão importante para o automobilismo brasileiro.

Aqui, uma observação fundamental: “importante” não apenas pela história de décadas de eventos relevantes, como Fórmula 1, Indy e o Mundial de Motovelocidade. Mas importante, principalmente, como instrumento de fomento do esporte e de todos os benefícios que ele produz à sociedade, inclusive economicamente.

Voltando à referida matéria, é preciso admitir que não foi ela a motivação para este texto, e sim alguns comentários lá deixados pelos leitores. Que, decerto, não têm a dimensão de quanto o esporte a motor movimenta uma extensa cadeia produtiva, tanto no setor industrial quanto no de serviços. E que, diga-se, está longe de ser algo voltado apenas para os vinte e poucos caras que alinham para uma corrida.

Aliás, este é um detalhe que passa batido por muita gente: o automobilismo não é um esporte individual nem no momento em que o piloto está sozinho no carro, guiando a centenas de quilômetros por hora. Para um competidor cruzar a linha de chegada como vencedor de uma prova, há uma rede de profissionais com atribuições em diferentes áreas, que tornam este esporte irreversivelmente coletivo. Muito mais do que qualquer outro, provavelmente.

Disse um leitor, por exemplo, que não há sentido preservar um autódromo, já que trata-se de “uma área gigantesca que fica praticamente sem uso o ano inteiro”. Pois bem. Entre treinos particulares, aulas de pilotagem, eventos corporativos e etapas de campeonatos regionais, nacionais e internacionais, um circuito tem seu calendário preenchido em praticamente 90% dos dias de um ano. Mais que o triplo da utilização de um estádio de futebol, por exemplo. Mas quantas pessoas efetivamente sabem disso?

Evidentemente, na lista das diversas atividades de um autódromo ao longo de uma temporada, orbitam centenas de empregos diretos e indiretos. Isso sem contar o staff das categorias que visitam os circuitos para realizar suas etapas. Em cada uma delas, há um esquadrão de pessoas distribuídas em áreas como engenharia, logística, telecomunicações, marketing, imprensa, entre muitas outras funções. E cada equipe que participa destes campeonatos também traz consigo, além de carros e pilotos, um universo de profissionais a reboque.

Isso vale para todo e qualquer campeonato, de qualquer porte, de qualquer âmbito. Para usar a Fórmula 1 como exemplo, note bem nesta foto da equipe McLaren, feita no fim de semana do GP do Brasil de 2011. Além do carro e dos pilotos, há 80 profissionais na imagem. Que correspondem – repare bem – apenas ao pessoal de pista, aquele time que viaja para todas as etapas. Se tal foto fosse feita na fábrica da equipe, provavelmente este número ultrapassaria um milhar.

E o que toda esta gente, trabalhando com automobilismo, significa? É gente que sustenta famílias; gente que movimenta a economia local e global; gente que ajuda a desenvolver a tecnologia que talvez venha a ser usada nos carros de rua destes mesmos leitores algum dia. Ou gente que, simplesmente, ajuda a construir um país mais forte.

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22 de julho de 2012Anúncios Velozes

Anúncios velozes: Arno Brastemp, 1978

Nelson Piquet sagrou-se campeão britânico de Fórmula 3 no dia 23 de julho de 1978. À época, o feito do brasileiro mereceu destaque em um anúncio veiculado pelos seu principal patrocinador, o grupo Arno Brastemp, fabricante de eletrodomésticos. Com o título ‘deu Brasil’ em letras garrafais, um anúncio de revista foi criado especialmente para celebrar a conquista, com uma composição bastante simples: um desenho do carro de Nelson em preto e branco e um texto reforçando o ‘trabalho de equipe’ que fez com que Piquet vencesse sete corridas consecutivas, ‘demostrando a força da presença do Brasil’.

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8 de junho de 2012Pit Stop

Um fake bem real

Um dos perfis mais sensacionais do Twitter para os que curtem automobilismo é o @Charlie_Whiting, um fake criado por um fã do sisudo diretor de provas da Fórmula 1. Dono de um humor fino, o “Fake Charlie” interage com pilotos na rede social, aplicando punições e dando recomendações sobre procedimentos técnicos, algo que causa boas risadas entre os envolvidos com o esporte a motor. Afinal, é de responsabilidade do diretor de provas – o original, claro – supervisionar todas as inspeções técnicas, acionar as luzes de largada, investigar incidentes na pista e emitir as punições em caráter oficial. De acordo com o canadense Mark McArdle, a brincadeira é uma homenagem ao inglês, a quem considera um dos mais competentes e privilegiados profissionais da Fórmula 1.

Pois bem. Apesar da fleuma, o Charlie original ficou sabendo da sátira envolvendo seu nome, curtiu as postagens do sujeito e o presenteou com uma credencial de paddock para o GP do Canadá. O encontro com o fake aconteceu na sexta-feira, antes dos treinos livres para a sétima etapa do Mundial 2012. E o mais legal é que McArdle, mostrando o enorme respeito que tem pela história de seu ídolo, apareceu em Montreal vestindo uma camiseta alusiva à Brabham de 1981, equipe que pertenceu a Bernie Ecclestone e pela qual Nelson Piquet – sob a batuta do então engenheiro-chefe Charlie Whiting – conquistou dois de seus três títulos. Esse tal de McArdle é um cara que pode até ser um fake no mundo virtual, mas mostrou que é um admirador bem real da categoria, de sua história e de seus personagens. Depois deste encontro, eu é que fiquei ainda mais fã deste cara.

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4 de junho de 2012Tela Tubo

A banda de um carro só

O que é possível fazer com um carro em alta velocidade? Bom, para fazer corridas é necessário mais de um carro. Mas, para fazer música, um só já basta. Pelo menos é o que o grupo OK Go prova neste videoclip. Nele, a canção “Needing/Getting” ganha, por assim dizer, um remix motorizado. O resultado é uma viagem, literalmente.

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2 de junho de 2012Pit Stop

Sem fórmula e, por pouco, sem futuro

Domingo, dia 3 de junho, começa a temporada 2012 do Racing Festival. Mas o evento que acontece neste fim de semana em Londrina, no Paraná, será realizado sem a Fórmula Futuro, categoria criada para formar novos valores para o automobilismo brasileiro. Sem condições de manter o campeonato devido aos altos custos e o baixo número de interessados, os organizadores tiraram o time de campo – ou melhor, da pista.

A foto acima mostra quatro meninos que venceram corridas e disputaram o título na temporada de 2011, a segunda e última da história da F-Futuro. Dois destes meninos – Guilherme Silva e Victor Franzoni – estão na Europa, buscando espaço na F-Renault Alps, uma categoria de entrada entre as divisões de base rumo à F-1. Os outros dois – John Louis e Luir Miranda – fariam mais um ano na categoria de monopostos apadrinhada por Felipe Massa, mas foram obrigados a mudar seus planos em cima da hora. Dois dos prováveis favoritos ao título de um campeonato que não será disputado. O que eles estão fazendo para dar prosseguimento às suas carreiras?

O GLOBOESPORTE.COM, na pessoa deste blogueiro que vos escreve, foi atrás destes garotos, para saber o que eles estão fazendo da vida. A história completa está nesta matéria aqui, que mostra que um deles continua envolvido com o evento. Vale lembrar que o Racing Festival segue com o Trofeo Linea, agora rebatizado de Copa Fiat, e terá a estreia da R1 GP1000, categoria de motos Yamaha que substitui os dois campeonatos monomarca com motocicletas Honda que compunham o evento até o ano passado.

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23 de maio de 2012Crônica Motor

Barrichello quarentão

Parace que foi outro dia que eu liguei meu televisor preto e branco na extinta TV Manchete e vi uma apresentação impecável de um garoto recém-saído do kart numa prova de Fórmula Ford. Eu tinha 13 anos (12, na verdade, pois só faria 13 dali a três semanas, em maio), e aquela prova sob chuva nas ruas de Florianópolis foi o primeiro contato que tive com a figura de Rubens Barrichello. Dali em diante, foram incontáveis as vezes em que li o nome do piloto na imprensa, geralmente associado aos seus desempenhos arrasadores nas categorias de base da Europa, rumo à Fórmula 1.

Só vim conhecê-lo pessoalmente em 2001, quando fui escalado por uma equipe para fotografar a edição daquele ano das 500 Milhas de Kart, na Granja Viana. Já trabalhando como jornalista especializado, alguns anos mais tarde, passamos a ter mais contato e até disputamos corridas de kart – às vezes numa brincadeira dele para jornalistas, outras durante as tais 500 Milhas, onde abusados profissionais de imprensa insistem, ano após ano, em inscrever uma equipe.

Veterano da categoria máxima do automobilismo, Rubens vive em 2012 mais um dos muitos desafios de sua carreira. Justamente a temporada na qual ele completa 40 anos de idade. Um aniversário celebrado na pista de Indianápolis, onde ele disputará, no próximo domingo, outra prova de 500 milhas. Mas não de kart, e sim em superpotentes carros da Fórmula Indy.

Rubens, aquele menino de franja que ganhou num Fórmula Ford em Florianópolis, 23 anos atrás, está quarentão. Sem franja, é verdade, mas muito mais maduro e de bem com a vida. Uma trajetória feita de altos e baixos, fruto dos sonhos de alguém que começou cedinho no kart dado de presente pelo avô, e que corria com o nome do colégio estampado na carenagem do kart, em troca das mensalidades. De alguém que passou 19 anos na Fórmula 1, prova indiscutível de sua capacidade, e que aceitou correndo o convite do amigo-irmão Tony Kanaan para que experimentassse o mundo dos circuitos ovais.

O GLOBOESPORTE.COM preparou um breve resumo da carreira de Barrichello, na forma de linha do tempo. Clique e veja. No mais, só me resta desejar um ótimo aniversário a Rubens, e que a parte de sua vida que “começa aos quarenta” venha acompanhada de muita sorte no templo norte-americano do automobilismo.

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20 de maio de 2012Anúncios Velozes

Anúncios velozes: Nascar tickets by Bandito Bros

A produtora Bandito Bros, que é de propriedade do norte-americano Mike McCoy – o mesmo que já saltou de uma rampa gigante em Indianápolis e que anunciou nesta semana que vai fazer uma de suas estripulias em Interlagos durante as 6 Horas de São Paulo – foi a responsável por criar um filme publicitário em alta definição para a principal categoria de turismo dos Estados Unidos. O intuito? Incentivar a venda de ingressos para as corridas da temporada 2010, usando para isso muitas cenas de ação. O resultado ficou excelente, no melhor estilo “Days of Thunder”.

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18 de maio de 2012Pit Stop

Diversão garantida em Interlagos


Promotor das 6 Horas de São Paulo, prova que em setembro contará pontos para o novo Mundial de Endurance, Emerson Fittipaldi convocou um astro das manobras radicais para entreter o público que comparecer ao autódromo de Interlagos no dia 15 de setembro de 2012. Criador e executor de cenas de ação em filmes de Hollywood, Mike McCoy, conhecido como “o rato da Califórnia” prometeu criar uma atração inédita para o evento, com o objetivo é entreter também quem estiver assistindo pela TV e ou no que eles chamaram de “mundo virtual”. Mais detalhes sobre a visita de Mike ao Brasil estão nesta matéria do GLOBOESPORTE.COM.

Mike é mesclar velocidade e acrobacias. No ano passado, durante a edição centenária das 500 Milhas de Indianápolis, o norte-americano bateu o recorde mundial de salto em distância com um carro original, apenas com modificações mecânicas para aguentar o impacto com o solo. Para alcançar a velocidade necessária para a manobra, ele desceu de uma rampa com altura equivalente a um prédio de 11 andares, levando ao delíro as milhares de pessoas que esperavam a largaada da famosa prova norte-americana.

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12 de maio de 2012Pit Stop

Dez anos da vergonha

Neste fim de semana de dia das mães, uma das maiores polêmicas da história da Fórmula 1 completa dez anos: a ordem de equipe da Ferrari no Grande Prêmio da Áustria de 2002, uma manipulação de resultado que mexeu para sempre com os bastidores e a política da categoria, Protagonizada por Michael Schumacher e Rubens Barrichello, sob orientação do então diretor esportivo (esportivo?) Jean Todt, a manobra foi lembrada nesta matéria que preparei para o GLOBOESPORTE.COM, ouvindo os especialistas Reginaldo Leme e Lito Cavalcanti, além do próprio Barrichello.

Uma década se passou, mas a ferida, pelo visto, está mais aberta do que nunca. Veja as voltas finais da prova e a reação exaltada do público austríaco na transmissão da corrida na época, pela Rede Globo. E note o cinismo do alemão ao dizer, depois de comemorar o resultado dentro do carro, que não concordou com a decisão:

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1 de maio de 2012Crônica Motor

A Indy como ela é

Um dia depois da etapa brasileira da Fórmula Indy, uma das coisas que mais li nas redes sociais foi que a categoria é mais legal porque é mais aberta, mais acessível, mais humana, mais isso, mais aquilo. Que as corridas são bacanas porque o cara bate, roda, é rebocado, aproveita a bandeira amarela e logo está lá brigando de novo. Que é diferente das demais porque há mulheres, há quarentões, há corridas de rua e, oba!, tudo bem perto do público. Porque as equipes são mais simples, portanto é preciso menos grana para correr, menos grana para assistir, puxa daqui, puxa dali, enfim: tudo é uma maravilha. É a partir daí que concluo, sem pudores, que a Indy é legal porque é tosca.

Sem desmerecer os propósitos e o posicionamento de mercado da categoria, na verdade é basicamente isso mesmo. E quase sempre foi assim. Nas internas, os norte-americanos e os green-cards se orgulham de não haver naquele ambiente o nariz empinado característico da Fórmula 1 – muito embora o sucesso já tenha subido à cabeça de alguns, e também de nem todos os pilotos e chefes de equipe serem exemplos de simpatia. Mas isso faz parte, existe em todo lugar. O problema é que, dentro do entendimento coletivo de que é preciso ser tosco para ser popular, algumas vezes a coisa ultrapassa certos limites, necessários e sadios para o próprio crescimento (ou renascimento) da categoria.

O lance de haver gente brotando de todos os lados – perto dos carros, dos pits, das garagens e seja mais onde for – é um bom exemplo. Pode ser uma experiência muito bacana para quem assiste (mesmo que este direito não seja extensivo a “todo mundo”, como se propaga por aí), mas atrapalha quem está ali trabalhando. De membros das equipes a pilotos, de médicos a fiscais de pista. E, claro, aos jornalistas. Que muitas vezes não conseguem uma palavra sequer do piloto porque ele é abordado por uma multidão de curiosos entre um deslocamento e outro e percebe, entre fotos e autógrafos, que parar para responder alguma coisa é o mesmo que jogar lenha numa fogueira acesa sob seus próprios pés. Quem somos nós para criticá-lo por isso?

Ainda falando em jornalistas, vale ressaltar que as entrevistas coletivas da Indy, pelo menos no Brasil, são um caso à parte. Se por um lado a sala de imprensa teve diversos pontos positivos – como internet gratuita de qualidade, almoço e mais rigidez no controle de entrada e saída de equipamentos –, por outro deu espaço a muita gente que dá um caráter duvidoso ao papel do profissional de imprensa. Foram credenciadas pessoas que, numa análise fria e impessoal, não deveriam estar ali, por melhores que fossem suas intenções ou por mais simpáticas que fossem com os demais. Não é este o ponto, mas sim uma questão de compreensão da coisa em larga escala. Sala de imprensa cheia é uma coisa. Cobertura ampla e qualificada é outra.

Em meio aos repórteres que estavam ali obedecendo a pautas, chefes, prazos e critérios editoriais, havia uma fauna diversificada, que ia de fãs deslumbrados a veteranos diplomados, porém sem qualquer preparo para uma cobertura automobilística. Gente que fazia perguntas vergonhosas, causando constrangimento aos pilotos e aos organizadores. Gente que passeava pelas garagens filmando e fotografando material que não saiu e não sairá em veículo algum. Gente que, mesmo sem intenção alguma de prejudicar, acaba por interromper, atrasar ou inibir a captação de matéria-prima para as reportagens que efetivamente divulgam a categoria, que a explicam para o público que dará audiência, que consumirá os produtos dos patrocinadores. E não importa, aqui, se o repórter vem de um grande portal ou de um site especializado, se é de um jornal de grande circulação ou de uma revista de distribuição dirigida. Para exercer a função jornalística, é preciso saber se portar.

Dentro de sua tosqueira programada, a Indy sabe bem o que quer. Tanto que o tetracampeão Dario Franchitti rechaçou, numa das entrevistas coletivas, qualquer apoio dele a uma nova internacionalização da categoria. Disse que o tripé público-patrocinadores-mídia se concentra no continente americano e que é por lá que eles têm que ficar se quiserem resgatar a popularidade e os bons momentos de outrora. E que é preciso manter a união, tal como fez a Nascar, para voltar aos dias de glória. No melhor esquema “nós é pobre, mas é limpinho”.

A corrida foi boa, o astral é legal, e em momento algum o staff – gringo ou nacional – deixou de ser prestativo. Mas há um limite para tudo, e nem é tão difícil resolver o que deu (ou vem dando) errado. A pista tem muitas ondulações? Dá para nivelar, com um pouco de boa vontade e competência dos órgãos públicos envolvidos. A champagne do pódio não abriu e os pilotos pagaram mico ao vivo? Deixem as garrafas semi-abertas no ano que vem. A emissora que transmite não consegue se entender com as 48 câmeras espalhadas pela pista? Basta contratar alguém que saiba lidar com isso. E para os que acham que a pista está montada em local nada aprazível visualmente para um circuito de rua, este é o menor dos problemas. Lembre-se que logisticamente é uma ótima escolha, já que os estrangeiros ficam hospedados literalmente dentro do traçado e estão a poucos minutos do aeroporto internacional. A etapa brasileira da Indy tem como melhorar, cada vez mais, sem perder a essência da categoria. Porque ser tosco nem sempre significa ser ruim.

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21 de março de 2012Tela Tubo

S de Saudade

Falando ainda sobre o 52º aniversário de nascimento do tricampeão mundial Ayrton Senna, recebo do pessoal do IAS (instituto que leva o nome dele) um vídeo com um depoimento da italiana Maria Grazia. A advogada conheceu Ayrton há 20 anos, durante um treino particular da McLaren em Monza, e depois disso começou a desenvolver uma ligação com o piloto. Após a morte de Ayrton, ela passou a se dedicar a projetos sociais para ajudar na educação de crianças brasileiras. Durante sua visita ao Instituto, ela relembrou seus momentos na torcida pelo piloto. Saiba mais sobre a história da Maria Grazia nesta matéria especial do GLOBOESPORTE.COM.

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21 de março de 2012Pit Stop

Senna e a criançada

Hoje, 21 de março de 2012, Ayrton Senna faria 52 anos. Tricampeão Mundial de Fórmula 1, rei da chuva, rei das poles, em suma: um piloto que dispensa comentários e que ainda é referência para as novas gerações. Mas que teve este papel, especialmente, para a turminha que começou a correr de kart no início dos anos 1990 e que hoje mostra seu talento em grandes categorias, no Brasil e no exterior. Muitos deles, quando crianças, tiveram a chance de tirar fotos com o ídolo. Você sabe dizer quem é quem? Abaixo de cada foto, há uma dica, para facilitar.

Este é o mais fácil de adivinhar. Não só pelo ambiente descontraído no qual a foto foi tirada, mas por muita gente lembrar dele com esta idade. Moleza!

Este ainda dava os primeiros passos no kart, modalidade da qual se tornou um dos maiores campeões de todos os tempos no Brasil. Está a mesma cara, não mudou nada!

Este é bem fácil. Virou fera nos caros de turismo.

Este aí de macacão azul e amarelo corre no Brasil e é conhecido por um apelido engraçado.

E que marra receber um troféu das mãos do homem, hein? Depois disso, este menino de sorriso aberto já ganhou muitas taças fora do Brasil, inclusive de campeão em uma importante categoria.

Já este baixinho aí saiu do kart, fez uma bela carreira internacional e hoje é campeão de uma das principais categorias do Brasil.

E ai? Palpites?

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19 de março de 2012Tela Tubo

P.O.R.S.C.H.E. (2)

 

A aventura da Porsche GT3 Cup Brasil em terras portuguesas rendeu também um vídeo produzido pela turma da produtora Motores Velozes. O filminho mostra os bastidores do registro das belas imagens que você viu neste outro post. Eis um começo de temporada de respeito!

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19 de março de 2012Crônica Motor

Sir Rubens

Dizem que brasileiro não gosta de esporte, gosta é de ver vitórias, seja qual for o esporte. Não que seja ruim ter o máximo como referência, pelo contrário. Só que isso cria algumas distorções que vão se acumulando, multiplicando, e acabam por transformar determinados atletas em “derrotados” diante de parte do público que não acompanha as nuances de cada modalidade. Aconteceu com craques que não ganharam a Copa, assim como aconteceu com esportistas de diversas áreas, especialmente na era das transmissões televisivas. Mas é bem provável que o caso mais emblemático de todos os tempos seja o de Rubens Barrichello.

Muitos creditam a imagem relativizada de Rubinho perante o torcedor comum ao fato de que ele chegou à Fórmula 1 após uma sequência de oito título mundiais em 20 anos, conquistados por Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna. Três pilotos fora-de-série que acostumaram mal, muito mal, a audiência das manhãs e madrugadas de domingo. Não bastasse haver duas ou três gerações criadas com a informação subconsciente de que ter um brasileiro campeão da F-1 era “normal”, veio a perda de Senna. E Rubens, aos 22 anos, ainda em fase de aprendizado e com um carro apenas mediano em mãos, virou o centro das atenções. Foi quando algo se perdeu no caminho.

Aquela era apenas a segunda temporada de um piloto que permaneceria por 19 anos na principal categoria do automobilismo mundial. Que bateria o recorde de participações, de temporadas disputadas, que viveria altos e baixos, sendo dado por acabado em pelo menos duas ocasiões, para em seguida voltar a frequentar pódios e a vencer corridas. E Rubens venceu não apenas uma vez, mas 11 vezes. Destes 19 anos, é bom lembrar, foram apenas seis, no máximo oito, as oportunidades em que teve um carro com potencial de brigar por vitórias. E em praticamente todas estas vezes, a prioridade da equipe estava no cockpit ao lado. Não apenas em termos de tratamento, de escolhas de estratégias, mas também na concepção do modelo, feito “sob medida” para o companheiro mais badalado. Ainda assim, as vitórias vieram. Inclusive na sua 17ª temporada, quando disputou, aos 37 anos, o título mundial.

Ah, o título mundial. Será que houve, de fato, alguma chance deste paulistano de origem italiana brigar de igual para igual pelo campeonato neste tempo todo? Provavelmente não. Mas é o título, o primeiro lugar, ser o melhor dos melhores, o que importa para o torcedor brasileiro. Rubens passou perto. Foi duas vezes vice e uma vez terceiro, naquela que talvez tenha sido sua maior chance de ganhar, de fato, o campeonato. Mas ficou no quase. O título nunca veio, a idade chegou, e mesmo ainda veloz, a fila andou para que ele desse lugar a outro brasileiro, mais jovem e com uma carteira de patrocínios mais polpuda. Para contar sua história, havia ainda as 14 poles, os 68 pódios, as 854 voltas lideradas, mas não havia o título. Um pecado capital para alguém que nasceu no Brasil.

Para se ter uma ideia, a Grã-Bretanha, berço do automobilismo, já conquistou mais de 200 vitórias e tem mais de uma dezena de campeões mundiais em todas as épocas nestes 60 e poucos anos de Fórmula 1. Mas pergunte, lá na terra da Rainha, qual o inglês mais venerado entre os que correram na categoria. Há grandes chances de te falarem sobre um tal de Stirling Moss, hoje um senhor de idade avançada, que não se cansa de receber homenagens. Uma delas foi a condecoração máxima do império britânico. Stirling Moss é Sir Stirling Moss. E sabe quantos títulos ele ganhou? Nenhum. Competindo na década de 1950, época do argentino Juan Manuel Fangio, ele foi vice por quatro vezes. E passou a ser conhecido, em seu país, como “o campeão sem título”.

Rubens Barrichello é respeitado no exterior. Sua reputação junto à ácida imprensa inglesa é das melhores, apesar das muitas oportunidades em que teve que ceder – por conta de um contrato que ele próprio assinou, diga-se – carros, set-ups e até posições, vitórias, a um alemão que ganhou um punhado de títulos enquanto teve o brasileiro como companheiro. Rubens é uma vítima? Sim, das suas escolhas. Mas o “se” não é um elemento bem-vindo no esporte, e a carreira que construiu no automobilismo, apesar dos pesares, é vitoriosa, sim. Quem achar o contrário, é só procurar pelos diversos contemporâneos, brasileiros ou não, que chegaram à F-1 e não duraram nem para contar história.

Neste domingo, Rubens Barrichello, o Stirling Moss brasileiro, vai dar um novo passo em sua carreira. Prestes a completar 40 anos, vai iniciar a temporada da Fórmula Indy numa equipe média, ao lado do amigo-irmão Tony Kanaan. Apesar do equipamento limitado e da completa inexperiência em circuitos ovais, muitos analistas já o credenciaram como candidato natural ao título. Algo que Nigel Mansell, inglês como Moss, conseguiu há 20 anos, quando trocou a F-1 pela Indy. Se ele terá sucesso na nova empreitada, só o tempo dirá. Mas que esta experiência sirva, ao menos, para que os brasileiros entendam, enfim, o real valor de Barrichello.

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18 de março de 2012Crônica Motor

Os bons de bico

Seis campeões na pista, a volta de Kimi Raikkonen, a ausência de Rubens Barrichello, dois estreantes no grid e muitas perguntas sobre uma provável mudança na relação de forças da categoria. Na abertura do Mundial 2012, a Fórmula 1 se mostrou mais uma vez surpreendente, capaz de tomar novo fôlego após um período de domínio de apenas uma equipe. Mas a vitória de Jenson Button no GP da Austrália, seguido por Sebastian Vettel e Lewis Hamilton – três campeões mundiais no pódio – mostrou que, apesar das certezas sobre a competência de Button e o de um ano difícil para os brasileiros, ainda é cedo para fazer previsões. Pelo menos em se tratando de um campeonato que promete emoções variadas ao longo do ano.

O primeiro destaque de 2012 foi o bom desempenho da McLaren. Equipe que sempre andou bem na pista de Melbourne, é verdade, mas que chamou a atenção com uma dobradinha no treino classificatório, a melhor volta da prova e uma quase dobradinha na corrida (sendo que o terceiro lugar de Hamilton foi mais fruto das circunstâncias do que mérito da concorrência). O domínio de um time que foi na contramão do que os rivais vinham fazendo e não adotou o horrendo degrau no bico por já ter um carro mais baixo, uma evolução dos antecessores. Sem sustos, Button tomou a primeira posição do companheiro e rumou para sua 13ª vitórias na carreira.

Enquanto a McLaren iniciou a temporada tentando provar que o único nariz com degrau que deu certo na F-1 foi o Alain Prost, a RBR viveu uma corrida atípica para quem faturou 27 vitórias nos últimas três temporadas. Bicampeão mundial aos 24 anos, Sebastian Vettel já mostrou que é maduro o suficiente para fazer uma prova inteligente, na qual ganhe pontos que serão úteis lá no fim do campeonato. Ciscando daqui e dali, o alemão ainda conseguiu superar Hamilton no momento da entrada do safety car (causado pelo abandono de Vitaly Petrov junto ao muro dos boxes) e terminou na segunda posição. Manobra que, somada à vitória de Button, fez com que o campeão de 2008 subisse ao pódio emburrado. Se F-1 desse medalha em vez de troféu, Hamilton faria aquele papel ridículo do atleta que recebe a sua e logo tira do pescoço.

Os brasileiros tiveram uma corrida para esquecer e um começo de ano para preocupar. Num fim de semana cheio de problemas, os dois literalmente se engancharam numa disputa pelo 13º lugar no terço final da prova. Enquanto isso, lá na frente, a outra Ferrari e a outra Williams brigavam pelo quinto posto. Para Felipe Massa, a boa prova de Fernando Alonso, carregando um piano vermelho da 12ª até a quinta posição, torna ainda mais difícil sua tarefa de terminar o Mundial à frente do espanhol. Aliás, se mantiver o padrão deste GP da Austrália ao longo de 2012, a Ferrari reviverá os tempos de Alesi-Capelli, 20 anos depois.

Já para Bruno Senna, que foi atingido por uma STR ainda na largada e teve sua prova comprometida, o desempenho de Pastor Maldonado pode ser considerado surpreendente, mas é bom abrir o olho com o venezuelano, agora em seu segundo ano na categoria. Pastor largou em oitavo, deu calor em Schumacher e Alonso e só não faturou uma ótima sexta posição porque errou na metade da última volta, quando estava em vias de ultrapassar a Ferrari do bicampeão mundial. No fim, a conclusão inevitável: quem assistiu ao GP da Austrália ficou com a impressão de que a McLaren é o carro a ser batido. Provavelmente, Maldonado pensa isso da Williams: deu uma senhora panca com o carro azul e branco nos muros do Albert Park.

Confira o resultado final do GP da Austrália, em Melbourne (307,574 quilômetros):

1 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – 58 voltas em 1h34m09s565
2 – Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) – a 2.139
3 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – a 4.075
4 – Mark Webber (AUS/RBR-Renault) – a 4.547
5 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – a 21.565
6 – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – a 36.766
7 – Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) – a 38.014
8 – Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) – a 39.458
9 – Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) – a 39.556
10 – Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – a 39.737
11 – Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) – a 39.848
12 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – a 57.642
13 – Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – a 1 volta
14 – Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) – a 1 volta
15 – Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) – a 2 voltas

Não completaram:

Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) – a 4 voltas / abandono
Felipe Massa (BRA/Ferrari) – a 11 voltas / abandono

Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) – a 16 voltas / abandono
Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) – a 21 voltas / mecânico
Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – a 47 voltas / câmbio
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) – a 56 voltas / acidente
Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) – a 57 voltas / acidente
Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) – não participou/fora do limite de 107%
Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) – não participou/fora do limite de 107%

Melhor volta: Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – 1m29s187, 56ª volta

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18 de março de 2012Anúncios Velozes

Anúncios velozes: GP da Austrália 1985

Após quase três décadas no calendário da Fórmula 1, o GP da Austrália já é um dos mais tradicionais do campeonato. Desde 1996 ele é realizado no início da temporada, no traçado montado no Albert Park, em Melbourne. Porém, entre 1985 e 1995, a prova australiana encerrava o ano nas ruas de Adelaide – e sempre foi um sucesso de público. No entanto, para convocar a população local a comparecer à primeira edição, os organizadores fizeram um filme publicitário (com imagens de Brands Hatch, diga-se) chamando todos para assistir à corrida.

Todos os domingos o Fórmula Grün publica peças publicitárias dedicadas ou relacionadas ao esporte a motor, seja em formato impresso, em áudio ou vídeo. Caso tenha alguma sugestão que queira ver publicada neste espaço, envie o material em anexo ou em link para alex@formulagrun.com.br. 

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15 de março de 2012Pit Stop

P.O.R.S.C.H.E.

A Porsche GT3 Cup Brasil é o maior campeonato da marca alemã em todo o mundo. O trabalho coordenado pelo preparador e promotor Denner Pires deu tão certo por estas bandas que o campeonato destinado a “gentlemen drivers” ganhou o mundo. Continuou sendo um torneio nacional, mas ampliou suas fronteiras com duas etapas em Portugal. A iniciativa, executada com sucesso em 2011, tornou a ser posta em prática neste ano. Tanto que a catefogoria abrirá seu campeonato neste fim de semana no circuito do Estoril, emendando com uma rodada no novo autódromo do Algarve logo na semana seguinte.

Para celebrar este sucesso, uma criativa ação promocional foi realizada na reta principal da pista que já recebeu 13 GPs de Fórmula 1 entre 1984 e 1996. Nada menos que 48 carros inscitos na competição reproduziram, posicionados em formação, o nome da montadora. A bela pista e as montanhas da região ao fundo ajudaram a compor uma sequência de imagens sensacionais, clicadas pelas lentes do craque Luca Bassani.

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8 de março de 2012Pit Stop

Nova bolha, nova tinta, nova cara

A Stock Car encerrou nesta quinta-feira o segundo dia dos treinos coletivos de pré-temporada no autódromo de Pinhais, na grande Curitiba. O destaque dos testes, além das melhores voltas de Átila Abreu e Ricardo Maurício nas duas sessões, foi a nova bolha da Chevrolet, que a partir deste ano troca a identidade do Vectra pela carinha do Sonic, praticamente um desconhecido do consumidor brasileiro. O modelo ficou ainda mais legal com a pintura dourada da equipe RC, que trocou o tradicional amarelo por causa do aniversário de 40 anos de seu principal patrocinador.

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7 de março de 2012Tela Tubo

Amor pela vida

Não importa se você gosta ou não de automobilismo. Apenas assista a este vídeo. Ele  dá uma boa dimensão do que é viver uma relação de amor com aquilo que te faz feliz. Obra prima do Antti Kalhola.

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5 de março de 2012Tela Tubo

Inspiração do vazio

O videomaker Chris Butcher criou esta animação bem legal chamada ‘inspiração do vazio’, que mostra algumas latinhas de energético se reciclando para produzir algo muito legal. Este vídeo em stop-motion  – sobre o qual ele fala nesta entrevista muito bacana – ganhou um prêmio patrocinado pela companhia que também é dona da equipe RBR na Fórmula 1. Assista!

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1 de março de 2012Autoteca

Livros velozes: Coleção Motocicleta

Dois anos depois de lançar o livro ‘Motocicleta – a evolução das máquinas que conquistaram o mundo”, a editora Alaúde retorna ao tema com uma versão diferente da obra de Fausto Macieira. A edição de 272 páginas publicada em 2009 foi transformada em uma série de dez fascículos quinzenais, acomodados posteriormente em uma capa dura que também é disponibilizada ao consumidor em livrarias e bancas de revistas. O diferencial para quem coleciona os fascículos em vez de adquirir o livro é que cada um vem com uma miniatura de um modelo clássico da Harley-Davidson, a mais tradicional montadora de motos premium do planeta.

O conteúdo, com mais de 600 imagens, é basicamente o mesmo da obra original. E mostra a história e as curiosidades deste meio de transporte – e, claro, veículo de competição – que transformou a forma da humanidade se locomover. Partindo das raízes da motorização, passa-se pelos tempos difíceis das guerras, pelas inovações tecnológicas, a consolidação de grandes marcas, a expansão dos fabricantes japoneses, até o desenvolvimento do mercado brasileiro. A resenha da obra foi publicada aqui na série Autoteca no início de 2010, incluindo uma entrevista exclusiva com o autor. Para ler, é só clicar aqui.

Todas as quintas o Fórmula Grün publica a seção Autoteca, analisando publicações dedicadas ou relacionadas ao esporte a motor, como selos, games, filmes e livros. Caso queira ter uma resenha publicada neste espaço, envie seu texto para alex@formulagrun.com.br, sem se esquecer de acrescentar a ficha técnica do material e a imagem para ilustrar o post. A ordem de publicação obedece a critérios editoriais, priorizando a qualidade dos textos e a relevância das obras.

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27 de fevereiro de 2012Crônica Motor

Questão de tempo

Neste fim de semana, enquanto muita gente comentava os resultados da segunda leva de testes coletivos da Fórmula 1 na pré-temporada espanhola, a Indy também voltou à ativa com seus pilotos e equipes. Para, entre outras coisas, avaliar o desempenho e buscar um acerto mais fino do novo chassi DW12, adotado a partir deste ano pela categoria. E quem estava entre os bravos homens que vestiram seus macacões e capacetes em Sonoma? Rubens Barrichello, o mesmo que havia guiado um carro da equipe KV em Sebring, algumas semanas antes, com o pretexto de ajudar o amigo Tony Kanaan na interpretação das reações do novo carro. Rubinho fechou o terceiro dia de treinos como o mais rápido da sessão.

Ao que tudo indica, a coisa ficou mais séria. Além da vontade de disputar o campeonato da categoria norte-americana, Rubens pode ter recebido o sinal positivo da equipe de que a chegada dos investidores e do staff que daria a ele condições de andar entre os primeiros colocados está mais próximo. Sendo assim, ver Barrichello na Indy é uma hipótese cada vez mais provável. No teste deste fim de semana, Rubens andou com o carro já pintado, mesmo em cores provisórias, e com alguns patrocinadores do time bem visíveis.

O resultado das voltas cronometradas não foi dos melhores entre os que treinaram nestes dois dias. Porém, neste momento, o desempenho deve ser a última coisa que o dono do time, Jimmy Vasser, e o presidente da Indycar, Randy Bernard, querem checar. Ter o recordista de participações da F-1 guiando motivado e em plena forma na Indy será, para eles, o melhor negócio do mundo. O anúnciodeve sair na quinta-feira, quando Rubens dará uma entrevista coletiva para anunciar seu futuro.

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23 de fevereiro de 2012Crônica

Gênios criativos, diferentes gerações

Após o título da Unidos da Tijuca no Desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial do Carnaval 2012, li muitos elogios ao carnavalesco Paulo Barros, responsável pela nova linguagem e por grande parte das surpresas apresentadas na Sapucaí nos últimos anos. Mas o que me chamou atenção foi o grande número de comparações com o mestre Joãosinho Trinta, falecido recentemente, que mexeu com a forma de se fazer Carnaval nos anos setenta e oitenta. Não vejo da mesma forma, e aproveito para fazer uma analogia com os gênios da engenharia que revolucionaram a Fórmula 1. Em ambos os casos, são épocas e contextos diferentes, e é preciso que isso sempre seja lembrado.

Colin Chapman, o fundador da Lotus: o homem que virou lenda na história da Fórmula 1

Considero que Joãosinho Trinta foi o Colin Chapman do Carnaval. Um gênio intuitivo, que ousou, experimentou e transformou conceitos, estabelecendo uma nova forma de se enxergar as coisas. Assim como o fundador da Lotus, que implantou os aerofólios, testou novos materiais e soube interpretar regulamentos à sua maneira, num momento em que o dinheiro começava a falar mais alto que a pureza dos entusiastas. Em um cenário parecido, Joãosinho mesclou luxo e lixo, ousou nas cores, despiu, fantasiou. E o Carnaval virou, então, um espetáculo internacionalmente reconhecido.

Já Paulo Barros é o Adrian Newey, o engenheiro que a partir da década de noventa desenvolveu projetos vitoriosos na Williams, na McLaren e que atualmente está brincando e siga-o-chefe na RBR. Logo em seus primeiros projetos, o discreto inglês inovou, demonstrando preocupação com os detalhes e mostrando um caminho que levou a Fórmula 1 a se tornar escrava de um elemento paralelo, a aerodinâmica. Da mesma forma, Paulo Barros levou novos conceitos à Avenida. Além da percepção refinada com alegorias, aperfeiçoou as apresentações emplacando alas e carros coreografados, no melhor estilo ‘Broadway’. O que obrigou os rivais a surpreender e inovar para não cair no lugar comum.

Da mesma forma que a Fórmula 1 precisou criar uma comissão para restringir o avanço aerodinâmico, que estava prejudicando as ultrapassagens, é possível que em um futuro próximo a Liga das escolas de Samba precise se reinventar pra voltar às raízes e não deixar o samba em segundo plano. Pois Carnaval, assim como nas corridas, não se ganha apenas com boa vontade. Mas, se perder sua essência, pode virar somente um negócio milionário.

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19 de fevereiro de 2012Anúncios Velozes

Anúncios velozes: Peugeot 405, 1995

No começo de 1995, a primeira temporada completa da Fórmula 1 sem Ayrton Senna, as esperanças da torcida brasileira recaíram sobre o jovem e promissor Rubens Barrichello, que iniciava na ocasião apenas o seu terceiro ano na categoria. Mesmo em uma equipe média, a Jordan, o piloto de 22 anos tinha a expectativa de conquistar bons resultados com um carro que, apesar do orçamento limitado, havia feito boas apresentações em 1994. Um cenário que se desenhava favorável, especialmente com a chegada da Peugeot como fornecedora de motores. Após muitas quebras, a união entre o time irlandês e a montadora francesa acabou não gerando os frutos desejados naquele ano. No entanto, a parceria rendeu um filme publicitário bastante oportuno, no qual o competidor falava sobre seu novo carro. Mas não exatamente aquele…

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15 de fevereiro de 2012Pit Stop

O quarteto fantástico

A página do SporTV no Facebook publicou a imagem abaixo nesta semana. Não precisa dizer muita coisa. É o retrato de uma época que entrou para a história da Fórmula 1. Um quarteto fantástico, uma quadra de ases em ação simultaneamente, por uns bons anos. A gente era feliz. E sabia.

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12 de fevereiro de 2012Anúncios Velozes

Anúncios velozes: Petrobras, 2011

Principal patrocinadora da edição 2011 do GP do Brasil de Fórmula 1, a Petrobras inovou ao encomendar um troféu criado pelo artista plástico Paulo Soláriz, contendo um fragmento de uma rocha do pré-sal. O pré-sal, que fica a cerca de 6000 metros de profundidade, é a camada submersa de onde a empresa iniciará em breve a extração de petróleo no litoral brasileiro. Sobre este conceito, Petrobras veiculou nas semanas anteriores à corrida de encerramento da temporada uma campanha criada pela agência Quê Comunicação, que brinca com a relação entre o circuito de Interlagos e uma plataforma de exploração de reservas naturais.

O título da peça deixa bem clara a referência à rocha: “Para conseguir o troféu, os pilotos vão a mais de 300 km/h. Nós fomos a 6 mil metros de profundidade”. Sem dúvida, uma peça belíssima, com um trabalho minucioso de arte que faz jus ao investimento e à ousadia da empresa nesta ação.

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9 de fevereiro de 2012Autoteca

Selos velozes: McLaren Turcomenistão, 2000

Uma das equipes mais conceituadas da Fórmula 1 em todos os tempos, a McLaren já recebeu diversas homenagens. Uma delas, em 2000, veio em forma de selo. A cartela lançada no Turcomenistão mostra um carro do time inglês, fracionado em nove estampas, todas devidamente identificadas com o nome do país e o valor postal de cada uma. Um design simples, ajudado por uma bela imagem. À época, os pilotos – que não aparecem nos selos – eram o finlandês Mika Hakkinen e o britânico David Coulthard.

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5 de fevereiro de 2012Anúncios Velozes

Anúncios velozes: Mobil, 2011 (2)

A temporada 2011 da Stock Car foi produtiva para Nonô Figueiredo em ações promocionais e publicitárias. O piloto, que é um dos mais experientes do atual grid da categoria, estrelou dois comerciais de TV para a campanha dos lubrificantes Mobil Super. A primeira, que você viu publicada aqui no Fórmula Grün em fevereiro do ano passado, mostra Nonô na frente de sua casa, caracterizado com macacão e tudo, ao lado de um vizinho surfista. Já o segundo filme, gravado pela produtora Sentimental com direção de Maurício Guimarães e Luciano Zuffo, foi ao ar alguns meses depois, no fim da temporada. E conseguiu ficar ainda mais engraçado que o anterior.

Na peça, Nonô aparece concentrado para a largada de uma corrida, quando uma senhora representando sua mãe aparece sentada no banco ao lado. Trazendo consigo as naturais preocupações de mãe, como o casaco e o lanche, ela pouco se importa com a velocidade e o desconforto do cockpit, e ainda xinga um adversário. A gravação foi realizada em Interlagos, São Paulo, e a criação do comercial é da agência McCann Erickson Brasil.

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4 de fevereiro de 2012Crônica Motor

Ele quer a Indy

Nesta semana bati um longo papo com Rubens Barrichello antes da gravação do programa ‘Altas Horas’, que vai ao ar neste fim de semana, na madrugada de sábado para domingo. O resultado desta conversa foi esta matéria publicada no GLOBOESPORTE.COM, na qual Rubens dá a entender que está muito próximo de competir na Fórmula Indy. É claro que há muitas questões ainda a resolver antes de optar por competir nos Estados Unidos. A opinião da família é a principal delas. Tanto que o piloto passará dois dias reunido com os pais, a esposa e os filhos em seu sítio no interior de São Paulo para colocar as cartas na mesa e ponderar os riscos de andar a quase 400 km/h em circuitos ovais.

O outro pilar da decisão é se realmente vale a pena fechar a porta da Fórmula 1. Mesmo que isso signifique, como ele mesmo admitiu na entrevista, manter-se em atividade do outro lado do Atlântico no caso de algum convite da Europa aparecer. Nada impossível, diga-se. Tirando as três equipes de ponta, que mantêm sólidos programas de desenvolvimento de pilotos, não há reservas à sua altura disponíveis no mercado. Na hipótese de um Kimi Raikkonen da vida tomar dois segundos por volta de um companheiro novato como Romain Grosjean, a experiência e a velocidade de Rubens seriam, de certa forma, um porto seguro para um time desse porte.

Seja como for, o fato é que os olhos de Barrichello falam por ele. Após andar no novo carro durante três dias, em vez dos dois programados inicialmente – e de ser o mais rápido na sessão final, na qual dividiu a pista com alguns nomes consagrados da categoria –, Rubens renovou a paixão pela profissão que adotou há mais de três décadas. Ele está ansioso para guiar, e a opção por um campeonato de carros potentes, no qual terá chances de vencer corridas, parece tentadora.

Para dar um ‘empurrãozinho’ na decisão de Rubens, é bem provável que a equipe KV e a própria IndyCar, promotora da categoria, se mobilizem para arranjar os meios necessários para montar um esquema de ponta para o brasileiro. A Chevrolet, dona do motor usado em seu teste, já está sendo cotada como uma das principais peças neste quebra-cabeça. E certamente não faltarão parceiros caso o piloto anuncie interesse em participar da São Paulo Indy 300. A bola está com Rubens, e ele parece querer a Indy. Meio caminho andado, já que a Indy certamente quer ele por lá.

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Jornalista, 35, blogueiro, carioca, taurino, apaixonado e pseudopiloto de kart.